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Diversidade - 28/06/2022

Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+: em Manaus, integrantes gravam depoimentos para compartilhar vivências e conquistas da comunidade. VEJA VÍDEOS

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Foto: Reprodução

Em alusão a data, são realizados diversos eventos com objetivos de promover conscientização ao combate à homofobia

O Dia Internacional do Orgulho Gay é celebrado nesta terça-feira, 28 de junho. A comemoração é também conhecida como Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+ (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais, Queer, Pessoas Intersexo e Assexual) e como Dia do Orgulho Gay. Em alusão a data, são realizados diversos eventos com objetivos de promover conscientização ao combate à homofobia e representatividade das pessoas LGBTQIA+ em vários setores da sociedade.

 

“Eu tenho orgulho de ter superado o medo de enfrentar preconceitos e estereótipos. De defender os direitos humanos e de ter acolhimento da minha família, amigos e colegas de trabalho“, a frase do promotor de Justiça Vitor Fonseca, 43, celebra o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+.

 

O promotor faz parte da lista de pessoas convidadas para uma série de vídeos produzidos por integrantes da comunidade LGBTQIA+ em Manaus que, durante todo o período do mês de junho, realizaram diversas postagens e gravações com depoimentos de LGBTs compartilhando vivências, conquistas e o orgulho que cada um carrega consigo.

 

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Em saudação à data que reforça a conscientização da sociedade sobre a importância do combate à homofobia, das lutas políticas pelos direitos civis da comunidade e, principalmente, o respeito à diversidade e orgulho de ser quem se é sem medo, constrangimentos ou julgamentos, a Associação de Travestis, Transexuais e Transgêneros do Estado do Amazonas (Assotram).

 

O ativista e educador em saúde, com foco na população LGBTQIA+, e responsável pela página Eu vivo Diversidade, Lucas Brito, 26, considera que a iniciativa aproxima a população das pautas da comunidade promovendo interação e o respeito às especificidades de cada um.

 

“É importante a gente estabelecer essa conexão, este trabalho especial para o mês do orgulho são vídeos de pessoas de diferentes públicos, mas que todos têm essa semelhança em ser uma pessoa LGBT, mas com suas diferenças, especificidades de atuação, de vida e pode trazer isso na data de hoje é uma forma de enfatizar e mostrar como somos diversos e muito mais que dados endossando tristes estatísticas, também somos conquista, vitória, ainda que estejamos caminhando a passos lentos, não vamos desistir”, considera o ativista.

 

‘Orgulho de ser quem se é’

 


Professor de Processo Civil e pesquisador de direitos humanos, Vitor é um profissional que usa o trabalho como ferramenta de luta no processo de defesas de direitos do movimento. “Eu vivo a diversidade”, diz o promotor.

 

‘Minha caminhada é meu orgulho’

 


Para a professora Angélica Dias, de 44 anos, falar livremente sobre o mês do orgulho é uma conquista. Mulher bissexual, Angélica conta que participar da série de vídeos produzidos pela comunidade local possibilitou uma nova experiência.

 

“É a primeira vez que falo abertamente sobre ser uma pessoa LGBT e do quanto me orgulho da caminhada até aqui. Sabemos o quanto ainda temos pela frente, principalmente, em um País com alto índice de violência contra a comunidade. Ter coragem para falar abertamente é um ato político (…) No mês do orgulho, estamos aqui para contribuir com nosso papel social e de luta“, declara a professora.

 

‘Me orgulho dos avanços e conquistas’

 

Doutor (a) em Farmácia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Marcos Túlio, de 32 anos, considera que o maior orgulho para a comunidade LGBTQIA+ são os avanços da comunidade em meio a tantas barreiras e preconceitos.

 

Identificando-se como não-binário, Túlio também deixou seu recado em celebração à data mundialmente comemorada. “Me orgulho da nossa trajetória. Se nós conseguimos chegar até aqui, hoje, foi porque muitas e muitas pessoas que lutaram para isso. Hoje, me identifico como uma pessoa não-binária e, se posso falar isso abertamente, é porque outras lutaram antes de mim” afirma.

 

‘Orgulho de como eu me vejo neste mundo’

 


Com a campanha “Tenha orgulho de quem você é“, a Assotram trouxe depoimentos de mulheres e travestis para compartilharem parte da leitura que fazem sobre a temporada que exalta a diversidade. A artista trans Karla Monamour de Velasques, além de falar sobre o que lhe causa orgulho, atentou para pontos como o respeito e empatia.

 

Karla também compartilhou os transtornos vividos por ela até se entender como uma pessoa e o fascínio pela arte como ferramenta de acolhimento e escape. “Eu me orgulho ser trans, porque ser trans não é doença. Ser é algo muito subjetivo, é como você se vê no mundo (…) e eu desejo que as pessoas aprendam a respeitar a gente como a gente merece ser respeitada”, deseja a artista.

 

‘Me orgulho por resistirmos’

 


Para a cuidadora social Melissa Castro, embora não seja uma tarefa fácil, a resistência da população LGBTQIA+, em especial, a comunidade T, frente ao constantes ataques sofridos, é motivo de orgulho para a profissional, assim como a conquista de espaços de relevância na sociedade, mesmo sendo ainda uma pequena percentagem.

 

“A gente enfrenta diariamente a negação de nossa existência e, mesmo assim, estamos ali fortes, conquistando muito espaços, é mais que um motivo para gente se orgulhar. Estamos em uma classe de pessoas fortes, ousadas, que dão a cara a tapa para ocupar seus lugares, isso me orgulha. Espero que outras meninas que venham depois da gente estejam com o caminho mais aberto”, celebra a transexual.

 

Orgulho LGBTQIA+

 

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Fotos: Reprodução

 

A celebração do orgulho LGBT tem como origem o ano de 1969, em Stonewall, nos Estados Unidos, quando houve uma rebelião onde lésbicas, gays e drags confrontaram policiais em busca de respeito e advertência contra a homofobia e a transfobia.

 

Na década de 1970, o movimento LGBTQIA+ tomou espaço e ganhou força, no Brasil, e luta para conquistar uma sociedade livre e sem preconceito, relacionada à orientação sexual e identidade de gênero, porém, perdeu força na década de 1980, quando houve o ‘boom’ do vírus HIV, fazendo muitas vítimas, colocando os homossexuais como grupo de riscos e os mais vulneráveis até então.

 

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Com o passar dos anos, conceitos foram mudando, mas a luta por respeito, espaço e o desejo de viver de forma segura, principalmente, em um País com altos índices de mortes violentas de pessoas LGBITQIA+, como o Brasil, continua.

 

Fonte: Portal Cenarium

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