Mulheres que entraram para a história serão lembradas na semana que começa hoje (24).
A militar baiana Maria Quitéria, nascida em 27 de julho de 1792, há 230 anos, foi a primeira mulher a assentar praça em uma unidade militar das Forças Armadas, e a primeira combatente pelo país, no ano de 1823.
Para se alistar, Quitéria usou o nome do cunhado, ficando conhecida como soldado Medeiros. Mostrou destreza no manejo de armas e disciplina no campo de batalha, o que assegurou sua permanência nas fileiras do Exército quando foi descoberto que ela era, na verdade, uma mulher.
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Maria Quitéria pegou em armas durante a Guerra da Independência, na Bahia, para expulsar os últimos portugueses do território baiano.
Para entender a história de Maria Quitéria e sua entrada nas lutas independentistas, é preciso contextualizar o 7 de Setembro. A data, que marca o grito de D. Pedro 1º às margens do rio Ipiranga, não representa o que aconteceu de fato no Brasil, segundo alguns pesquisadores. O escritor Laurentino Gomes, no livro 1822, diz o seguinte:
"As demais províncias ou ainda estavam sob controle das tropas portuguesas, caso da Bahia, ou discordavam da ideia de trocar a tutela até então exercida por Lisboa pelo poder centralizado no Rio de Janeiro, caso de Pernambuco, que reivindicava maior autonomia regional", diz a obra.
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Foto: reprodução
Maria Quitéria foi condecorada por D. Pedro 1º como heroína, exaltada pelo Exército a partir da década de 1950 e rosto emblemático na luta de organizações femininas pela anistia durante a Ditadura Militar brasileira (1964-1985).
Fonte: Agência Brasil/ BBC.com
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