17 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Economia - 11/12/2023

Dólar sobe a R$ 4,93 com cautela antes de decisões de juros nos EUA e Brasil

Compartilhar:
Foto: Reprodução Google

Dúvidas sobre a capacidade de o governo aprovar seu pacote de arrecadação no Congresso a duas semanas do recesso parlamentar, em 22 de dezembro, também pesaram sobre o real.

O dólar à vista subiu 0,15% em relação ao real hoje, a R$ 4,9369, acompanhando em parte a alta global da moeda americana. A incerteza dos investidores antes da decisão de juros do Federal Reserve (Fed), nesta quarta-feira, ajudou a sustentar os ganhos. Aqui, dúvidas sobre a capacidade de o governo aprovar seu pacote de arrecadação no Congresso a duas semanas do recesso parlamentar, em 22 de dezembro, também pesaram sobre o real.

 

A combinação desses fatores garantiu o terceiro dia seguido de valorização da divisa americana ante a brasileira. Hoje, ela oscilou entre a mínima de R$ 4,9302 (+0,01%) e a máxima de R$ 4,9599 (+0,62%), ambas vistas durante a manhã. O índice DXY, que mede a variação do dólar ante seis rivais fortes, chegou a subir mais de 0,20%, mas fechou o dia mais próximo da estabilidade (+0,08%).

 

Assim como na última sexta-feira, as apostas na condução da política monetária pelo Fed deram o tom dos negócios. Depois de o ‘payroll’, relatório de empregos dos Estados Unidos, ter mostrado geração de vagas mais forte que o esperado, investidores aproveitaram o dia para se posicionar para os próximos dados. Amanhã, antes da decisão do Fed, ainda serão divulgados os números da inflação ao consumidor (CPI) americana.

 

Veja também

 

Expoagro 2023: Demanda por crédito viabilizado pelo Idam bate recorde e chega a R$ 7,1 milhões

Ministro do Trabalho cobra empresas para melhorarem média salarial

 

 

“O ‘payroll’ pode ter sido um ponto sazonal, mas, se a inflação vier mais puxada, o mercado pode ficar com uma aposta de que os juros dos Estados Unidos não vão cair tanto. Então, os investidores acabam fazendo um hedge agora”, afirma o economista-chefe da Frente Corretora, Fabrizio Velloni. “O dólar puxando um pouco mais hoje foi principalmente essa pressão pré-Fed e, aqui, o fiscal incerto deixou o real um pouco mais volátil.

 

O diretor de produtos de câmbio da Venice Investimentos, André Rolha, lembra que o mercado acabou adotando uma postura mais avessa ao risco após o ‘payroll’. Essa tendência, ele acrescenta, é fortalecida pela bateria de decisões de política monetária da semana. Além do Fed, o Banco Central brasileiro também decide sobre os juros na quarta. Na quinta-feira, é a vez do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE).

 

A aposta majoritária do mercado é que o Fed vai manter os juros na faixa de 5,25% a 5,50%, mas os investidores aguardam sinalizações do presidente do BC americano, Jerome Powell, para balizar as apostas no início do ciclo de cortes. A incerteza no front doméstico está concentrada na capacidade do governo de fazer andar o seu pacote de aumento da arrecadação no Congresso. Hoje, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse estar confiante na aprovação das medidas.

 

Fotos: Reprodução Google

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

“O ambiente fiscal brasileiro é o que tem prejudicado o real”, afirma Rolha, da Venice. “Mas, na medida em que lá fora tivermos novas informações benéficas e um ambiente macro melhor, o real tem espaço para performar muito bem, até aquele suporte de R$ 4,85, pelo fluxo que o estrangeiro aporta aqui. Acho que o Brasil, por fundamento e exclusão de opções, ainda acaba sendo o melhor entre os emergentes.”

 

Fonte: com informações da Revista IstoÉ 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.