17 de Maio de 2026

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Ciência e Tecnologia - 13/01/2023

Dona do aplicativo Tiktok admite que espionou jornalistas americanos por meio do app

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Foto: Reprodução

O gigante da tecnologia se viu obrigado a confirmar a violação após uma repórter da Forbes ter tido acesso a gravações e transcrições de reuniões internas na China em que executivos comentavam a prática.

A ByteDance, dona da popular rede social TikTok, admitiu nesta semana que usou o aplicativo para espionar jornalistas americanos que faziam uma cobertura crítica da empresa. O gigante da tecnologia se viu obrigado a confirmar a violação após uma repórter da Forbes ter tido acesso a gravações e transcrições de reuniões internas na China em que executivos comentavam a prática.

 

Segundo a publicação, a empresa rastreou a própria autora da reportagem, além de profissionais do BuzzFeed News, do jornal Financial Times e de contatos próximos a eles. O objetivo era descobrir quais funcionários estavam servindo como fontes e vazando dados sigilosos para a imprensa.

 

A ByteDance usava dados pessoais —como local de residência, emails e endereços de IP— dos repórteres e os cruzava com os dos próprios funcionários para descobrir se eles batiam. A empresa inicialmente tentou negar as acusações, mas, diante de provas, declarou apenas estar “profundamente desapontada” com o caso, prometendo mudanças internas.

 

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A denúncia enfureceu políticos americanos e europeus. Em viagem a Bruxelas na quarta (11), o CEO do TikTok, Shou Zi Chew, tentou tranquilizar eurodeputados afirmando que o aplicativo estava comprometido com o respeito a políticas de privacidade do bloco e o fortalecimento de medidas que garantam a segurança de crianças que acessam a plataforma.

 

Por que importa: A denúncia tem tudo para dificultar ainda mais a vida do TikTok nos EUA. O app quase foi bloqueado durante a gestão do ex-presidente Donald Trump, mas com Joe Biden essa cobrança foi atenuada.

 

Agora, pesa contra a empresa um projeto de lei do senador Marco Rubio para proibir de vez o aplicativo em território americano. Associado à ultradireita, o republicano conseguiu o apoio de um correligionário moderado, Mike Gallagher, e de um democrata, Raja Rishnamoorthi, indicando que a medida pode angariar algum apoio bipartidário caso vá a votação no Congresso.

 

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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, foi realocado de função e transferido para um cargo menor na hierarquia governamental. Zhao agora será vice-diretor do Departamento de Fronteiras e Assuntos Oceânicos.

 

Considerado uma das autoridades mais controversas do regime, Zhao se notabilizou como o rosto da chamada “diplomacia do lobo guerreiro”, um estilo de comunicação combativo que faz referência a um filme chinês ultranacionalista de mesmo nome.

 

Ao longo da carreira à frente dos briefings com a imprensa, ele se notabilizou por uma série de polêmicas —provocações raciais aos americanos, adulteração de uma foto, dando a entender que um soldado australiano teria matado uma criança afegã, e, mais notoriamente, as inúmeras vezes em que sugeriu que o coronavírus era uma arma biológica criada por militares dos EUA.

 

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A chancelaria de Pequim não justificou a mudança de cargo e ainda não anunciou o substituto de Zhao.

 

Farmacêuticas americanas responsáveis por fabricar medicamentos para o tratamento da Covid estão resistindo à pressão de Pequim para reduzir preços na China.

 

A Merck & Co, por exemplo, fabrica o Molnupiravir. O medicamento conseguiu reduzir em até 50% os riscos de hospitalização pela doença e está disponível em vários países. Na China, o tratamento completo custará ¥ 1500 (R$ 1.137), valor inferior aos US$ 700 (R$ 3.576) cobrados nos EUA, mas ainda acima do esperado para países em desenvolvimento.


Reagindo às restrições impostas a turistas chineses, Pequim anunciou que vai suspender a emissão de vistos de curto prazo a cidadãos da Coreia do Sul e do Japão. A medida só vai ser revista quando houver o “cancelamento de restrições discriminatórias” pelos países, anunciaram as embaixadas chinesas em Tóquio e Seul.

 

TikTok admite que rastreou jornalistas norte-americanos - Olhar Digital

 

Na quarta (11), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês Wang Wenbin comentou a decisão, dizendo que a China espera que “países relevantes tomem medidas científicas e apropriadas com base em fatos, em vez de usar a pandemia para se envolver em manipulação política ou práticas discriminatórias”.

 

Por que importa: O relacionamento da China com Coreia do Sul e Japão sempre foi marcado por tensões. Pequim enxerga os dois como extensão da ingerência americana na região e, no caso do Japão, pesam ainda acusações de genocídio durante a Segunda Guerra Mundial —as quais Tóquio nunca reconheceu nem ofereceu um pedido de desculpas.

 

O anúncio eleva a temperatura na vizinhança da China e torna mais difícil a cooperação a curto prazo. A mudança gradual de foco da Rússia para a China pressiona o país asiático e pode ter consequências militares imprevisíveis.

 

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Fotos: Reprodução

 

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Já o Paxlovid, produzido pela Pfizer e com taxa de redução em hospitalizações de 88%, não está disponível para compra em farmácias. Negociações entre a agência chinesa que supervisiona o programa de seguro médico estatal e a farmacêutica para a fabricação de genéricos fracassaram no último fim de semana.

 

Em nota postada no mensageiro WeChat, a Merck informou que está negociando para que a Sinopharm fabrique o Molnupiravir na China, o que poderia fazer o preço cair. A Pfizer ainda não se manifestou. Huang Xinyu, da Administração Nacional de Segurança em Saúde da China, lamentou o fracasso nas tratativas com a farmacêutica, mas assegurou que trabalha para aprovar novas drogas para tratar a doença e que a concorrência pode resolver a questão dos preços.

 

Fonte: Com informações da revista Cenarium

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