18 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Internacional - 17/05/2026

Ebola: o que saber sobre surto na República Democrática do Congo

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

Espécie Bundibugyo do vírus não tem vacinas ou tratamentos aprovados disponíveis

A declaração de emergência de interesse internacional pela OMS (Organização Mundial da Saúde) não significa que o surto de ebola na República Democrática do Congo seja o estágio inicial de uma pandemia ao estilo Covid. O risco que o ebola representa para o mundo inteiro permanece baixo.

 

A maioria dos surtos de Ebola tende a ser pequena, mas os especialistas querem evitar um surto como o de 2014-16. Na época, quase 30 mil pessoas no oeste da África foram infectadas, o maior surto da doença já registrado no continente. O Brasil não teve nenhum caso registrado na época, apenas suspeitas que foram descartadas.

 

A atual guerra civil no país africano está dificultando o controle do vírus, e a doença vem se espalhando há semanas. Já há 80 mortes confirmadas e 250 casos suspeitos na República Democrática do Congo. Em Uganda, uma pessoa foi infectada e outra morreu pelo vírus da doença.

 

Veja também 

 

Semana da Enfermagem terá vacinação e serviços gratuitos em Manaus

Governador Roberto Cidade acompanha ações do programa Opera + Amazonas na Fundação Hospitalar Alfredo da Matta

 

A espécie de ebola envolvida é rara, então há menos ferramentas e conhecimento para deter um vírus que mata cerca de um terço das pessoas infectadas.Existe risco significativo para países vizinhos como Uganda, Sudão do Sul e Ruanda, considerados de alto risco devido às estreitas ligações comerciais e de viagens com a República Democrática do Congo.

 

"A situação é complexa o suficiente para exigir coordenação internacional", diz a Dra. Amanda Rojek, do Instituto de Ciências Pandêmicas da Universidade de Oxford.No entanto, a República Democrática do Congo tem uma vasta experiência em lidar com surtos de ebola e a resposta é "significativamente mais forte hoje do que há uma década", diz Daniela Manno, da London School of Hygiene & Tropical Medicine.O ebola é uma doença grave e mortal, embora seja rara. O vírus infecta principalmente morcegos que comem frutas, mas as pessoas podem ser infectadas se entrarem em contato próximo com animais.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Este surto está sendo causado pela espécie bundibugyo de ebola —é uma das três espécies conhecidas por causar surtos, mas é relativamente desconhecida.O bundibugyo causou apenas dois surtos antes - em 2007 e 2012 —no qual matou cerca de 30% das pessoas infectadas.O vírus bundibugyo apresenta uma série de desafios. Não há vacinas ou tratamentos medicamentosos aprovados para ele, embora existam algumas experimentais, ao contrário de outras espécies do vírus ebola.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 

E os testes para determinar se alguém tem a infecção não parecem funcionar bem. Os resultados iniciais do surto foram negativos para o vírus ebola, e ferramentas de laboratório mais sofisticadas foram necessárias para confirmar que bundibugyo estava envolvido.Lidar com Bundibugyo é "uma das preocupações mais significativas" neste surto, diz a professora Trudie Lang, da Universidade de Oxford. 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.