Colegiado reúne organizações da sociedade civil, usuários e poder público para deliberar sobre investimentos
O Comitê da Bacia Hidrográfica do Igarapé do Quarenta (CBH-40) elegeu, nesta segunda-feira (23/03), os membros da sua diretoria, durante a primeira Reunião Extraordinária do colegiado, realizada na sede da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), em Manaus.
O encontro ocorreu uma semana após a definição da composição do Comitê – vinculado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (Sema/AM). Segundo o secretário de Estado do Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira, a eleição marca oficialmente o início das atividades do colegiado, que irá deliberar sobre investimentos na bacia.
“A criação do CBH-40 e a eleição da diretoria são passos essenciais para a gestão da bacia do Quarenta. Já há mais de US$ 500 mil previstos para investimentos via Prosamin+, com contrapartida da Sema. No colegiado, serão construídos e aprovados os planos para fortalecer a gestão dos recursos hídricos daquela área”, ressaltou.
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O secretário da Sedurb e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), Marcellus Campêlo, destacou que o Comitê é uma importante iniciativa para garantir avanços na gestão dos recursos hídricos. “O Governo do Amazonas reafirma, assim, o compromisso com uma gestão participativa e descentralizada das águas, promovendo o envolvimento direto das comunidades locais, do poder público e dos setores usuários”, ressaltou A composição do colegiado conta com oito membros do poder público, dois usuários da bacia e oito entes da sociedade civil, dos quais quatro foram eleitos para compor a mesa diretora.
O presidente eleito foi Carlos Alberto Mota Simões, representante do Conselho Comunitário de Desenvolvimento Social do Bairro Crespo. Segundo ele, a gestão da chapa será colaborativa com todos os usuários, em busca do melhor resultado para a bacia. “O Igarapé do Quarenta só tem a ganhar através do comitê. O comitê vem para ser criado para que venha desenvolver um trabalho estratégico na área ambiental, um novo momento para que a sociedade possa saber o que viemos fazer. Eu tenho certeza absoluta que a nossa administração vai ser de todos.”, ressaltou Simões.

Como vice-presidente foi eleito o representante da Associação de Moradores do Bairro da Betânia, Cláudio Farias Lima. A representante da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, Josilene Monteiro Jeffres, foi escolhida como secretária executiva do CBH-40, acompanhada do vice-secretário, Cleudo Lima Cauda, representante do Condomínio Residencial Eliza Miranda. Após essa fase, os resultados serão encaminhados para homologação no Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH), etapa que marcará o início do funcionamento efetivo do Comitê.
Investimentos previstos

Fotos: Noir Miranda/Sema
O Comitê é um espaço de participação social, criado por meio do Decreto nº 53.538, de 13 de fevereiro de 2026, fruto de um Termo de Cooperação Técnica firmado entre a Sema Amazonas e a UGPE, vinculada à Sedurb. O acordo prevê investimento de US$ 500 mil na bacia, provenientes do Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+), com contrapartida de US$ 74 mil por parte da Sema. Os recursos são financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e geridos pela UGPE, responsável pela execução do programa.
Próximos passos
Com a consolidação e independência do Comitê, uma das metas próximas é a elaboração do Plano de Bacia Hidrográfica do Igarapé do Quarenta, instrumento que visa garantir a segurança hídrica e a governança ambiental para a bacia e seus usuários. Desta forma, o Amazonas iniciará a elaboração do seu segundo Plano de Bacia. O primeiro está em fase de execução, para a Bacia Hidrográfica do Rio Tarumã-Açu, segundo frisa o gestor da Assessoria de Recursos Hídricos (Asshid) da Sema, Ayub Borges. “Vale ressaltar que foi nesta gestão que o estado elaborou e regulamentou o seu Plano Estadual de Recursos Hídricos (PERH), após 20 anos da sua criação legal. A partir daí temos avançado de forma estruturada na gestão das águas, com políticas de ordenamento saindo efetivamente do papel”, afirmou.
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