17 de Maio de 2026

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Interior em Destaque - 28/01/2024

Em trabalho comunitário, mais de 800 filhotes de quelônios são devolvidos à natureza na RDS Rio Madeira

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Foto: Divulgação/Sema

Três comunidades participaram da ação, com 23 monitores de conservação de quelônios capacitados pela Sema

Comunitários da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Madeira realizaram a soltura de 850 quelônios, da espécie tracajá (Podocnemis unifilis), no sábado, 27/01. A soltura ocorreu no Lago do Xiada, na comunidade Bela Vista, localizada no município de Novo Aripuanã (a 227 quilômetros de Manaus).

 

A atividade faz parte do Programa de Monitoramento da Biodiversidade e do Uso Sustentável de Recursos Naturais (Probuc), implementado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). O projeto de soltura de quelônios envolveu as comunidades Bela Vista, São Francisco e São Marajó, totalizando 23 monitores de conservação de quelônios realizando o trabalho.

 

Para o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, o manejo sustentável de quelônios representa um grande papel para a manutenção das cadeias ecológicas da Amazônia.

 

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“Esse é um trabalho extremamente importante para garantir a manutenção desses animais, que são constantes vítimas da caça ilegal. Na Reserva Extrativista (Resex) Rio Gregório, por exemplo, houve um aumento de quase 100% no número de filhotes monitorados e soltos desde 2018. Onde há monitoramento, há o aumento das populações de quelônios e isso é um grande benefício para toda a biodiversidade local”, declarou.

 

Monitoramento

 

 

A gerente de Unidade de Conservação, Khimberlly Sena, conta que o programa segue a metodologia de soltura desenvolvida pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), por meio do Projeto Pé-de-Pincha. “Aqui no Madeira, o período de coleta dos ovos começou no mês de agosto e foi até novembro. Os monitores vão para os tabuleiros acompanhar o período de desova” explicou.

 

Nesta etapa, os monitores percorrem praias, campinas e barrancos, para fazer a coleta dos ovos e levá-los para as “chocadeiras”, que replicam o ambiente natural de desova. Por lá, os ovos ficam pelo período de dois meses.

 

Fotos: Divulgação/Sema

 

“Quando nascem, os quelônios vão para tanques, que chamamos de ‘berçários’. Ali, os monitores separam aqueles que estão saudáveis e os que estão mais adoentados. Esse processo de levar para o berçário serve para endurecer o peito deles, o plastrão, para, quando for devolvido à natureza, eles possam ter um pouco mais de resistência para sobreviver”, completou.

 
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A RDS Rio Madeira é uma das Unidades de Conservação Estaduais geridas pela Sema Amazonas que realizam o monitoramento das espécies de quelônios. De 2018, quando o trabalho foi iniciado, até 2023, foram, ao todo, mais de 1,9 milhão de quelônios devolvidos à natureza. 

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