16 de Maio de 2026

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Mulher na Política - 31/03/2026

Erika Hilton diz que sua eleição para Comissão foi contaminada por 'discurso odioso'

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Foto: ReproduçãoGoogle

A situação foi histórica, visto que ela se tornou a primeira mulher trans a ocupar o cargo de presidente

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi a convidada da segunda-feira, 30, no programa Roda Viva, da TV Cultura. Durante a exibição, ela falou sobre ter sido eleita, neste mês, a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara.

 

A situação foi histórica, visto que ela se tornou a primeira mulher trans a ocupar o cargo do colegiado. Porém, ela disse que as discussões e repercussões a respeito de sua nomeação foram uma distração para os reais temas da Comissão.

 

“Tentaram fazer uma distração com o que de fato era importante e prioritário para a Comissão. Nós temos um espectro no Brasil que não consegue compreender algumas movimentações. Do ponto de vista do que essa deputada tem de políticas públicas para as mulheres, foi completamente contaminado por um discurso odioso, de que talvez por ser uma mulher trans eu fosse menos mulher e menos capaz de representar os direitos das mulheres”, afirmou.

 

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Durante o programa ela também falou a respeito da resposta das instituições em relação aos casos de violência e ameaças que a comunidade LGBTQIA+ enfrenta. “Há omissão e há um certo desprezo a uma determinação feita pelo Supremo Tribunal Federal. Era importante que o STF não permitisse que alguns órgãos do Judiciário debochassem de sua decisão, porque, quando acionamos o Judiciário, esperamos que se faça cumprir aquilo que foi determinado pela Suprema Corte, quando equiparou a transfobia e a LGBTfobia ao crime de racismo”, disse.

 

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“Estamos diante da dificuldade de fazer valer os nossos próprios direitos, porque conquistamos esse direito e agora precisamos brigar por ele. Precisamos brigar pelo direito de exercer esse direito. Há uma determinação: LGBTfobia e transfobia são consideradas crime e, quando vamos recorrer, em algumas instâncias nem sempre temos a resposta que achamos que deveria ser diante de um crime”, constatou a deputada.

 

Fonte: com informações da Revista IstoÉ 

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