Sukhoi Su-34 dispara durante demonstração em 2021 em Riazan, na Rússia
Uma estrela do arsenal aeroespacial russo sofreu sua primeira baixa neste fim de semana na Ucrânia: ao menos um avião de ataque e caça-bombardeiro tático Sukhoi Su-34 foi abatido ao norte de Kiev.
Não é uma perda casual, e também indica que a guerra aérea sobre a Ucrânia está entrando em uma nova fase —e isso não deverá trazer boas notícias para quem está no solo nem para as forças de Vladimir Putin.
O avião protagonizou um vídeo amplamente circulado no sábado (5), que o mostrava caindo sobre uma área residencial de Tchernihiv, nordeste da capital, sob aplausos de moradores.
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As fotos dos destroços permitiram identificar a aeronave com precisão. Trata-se do Su-34 número 24 Vermelho, entregue à Força Aérea em 2018, sendo baseado em Tcheliabinsk (Sibéria). Na sexta, houve o relato da derrubada de outro modelo do tipo em Volkhonava, mas ainda não foram apresentadas provas.
De acordo com a imprensa ucraniana, o avião foi derrubado por um míssil disparado pelo lançador portátil russo de origem soviética Igla-S, que é usado no Brasil, o que significa que a aeronave estava voando a menos de 5 km de altitude. O episódio também mostra uma implicação militar clara.
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Marcação do estabilizador vertical na cauda do Su-34 identifica
o avião abatido em Tchernihiv (Fotos: Ucrânia via Reuters)
O Su-34 é um potente bimotor de longo alcance, equipado para ataques de precisão a alta altitude. Se ele voava baixo e, pelas imagens disponíveis carregava bombas de queda livre FAB-500, supunha ser possível fazer um ataque próximo ao solo sem oposição.
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Desde o começo da guerra, em 24 de fevereiro, a Rússia vem degradando as defesas aéreas ucranianas. Mas lançadores portáteis e antigos sistemas móveis soviéticos são quase impossíveis de erradicar.
Aí entram duas considerações

Primeiro, que os russos podem ter abusado da soberba na ação. Mais importante, contudo, é que eles estão dispostos a expor as joias de sua coroa nessa nova fase. Até aqui, o grosso dos ataques aéreos de Putin foi conduzido com mísseis de cruzeiro Kalibr, balísticos Iskander, e antirradar Kripton.

Ao empregar a aviação tática, os riscos de perdas sobem no ar, mas principalmente na terra. Sendo alvos de bombas "burras" como a FAB-500, civis ucranianos vão enfrentar áreas maiores de destruição, o que condiz com a ideia de que Putin quer agora pressionar Kiev a se render por meio de uma campanha mais intensa e com cercos a grandes cidades.

Fotos: Reprodução
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O próprio Ministério da Defesa da Rússia fez questão de marcar a inflexão com um vídeo, publicado no YouTube neste domingo (6), mostrando um Su-34 e um caça-bombardeiro Su-25 levantando voo com bombas para atacar a Ucrânia.
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