Foram analisadas amostras de páprica, cúrcuma, noz-moscada e colorífico recolhidas na região paulista
Especiarias e temperos são ferramentas valiosas na alimentação, já que ajudam a enriquecer nutricionalmente as preparações, além de conferir sabor e aroma. Mas, e se ao contrário disso, esses temperos viessem regados de insetos e milho? É isso que o consumidor pode estar consumindo, principalmente em temperos vendidos em São Paulo.
Pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz encontraram a presença de ingredientes não listados e fragmentos de insetos acima da capacidade permitida em diversas especiarias, o que configura fraude e falha nas boas práticas dos alimentos.
Foram analisadas amostras de páprica, cúrcuma, noz-moscada e colorífico recolhidas na região paulista.As análises foram recolhidas pela Vigilância Sanitária em 2017 e 2019 e enviadas para o estudo. Ao todo, 30% das amostras de páprica estavam adulteradas com urucum e milho. Já 81% das amostras de cúrcuma continham fragmentos de insetos e 30,3% delas estavam adulteradas com vegetais não informados. A noz-moscada tinha 11 amostras com fragmentos de insetos acima do permitido.
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Foto: Reprodução Google
O colorífico não tinha adulteração, mas apresentou variação do corante bixina. A fraude nesse tipo de alimento não é exatamente uma novidade, mas tem se tornando mais comum, a fim dos produtores obterem vantagens econômicas. As especiarias possuem alto valor econômico, complexidade e limitação da sua produção, por isso, a recorrência das práticas ilícitas.Os riscos do consumo excessivo de itens com a presença de fragmentos de insetos ou outros elementos em quantidades acima do permitido é o de alergias e de outros quadros dessa natureza.
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Infelizmente, não existem muitas formas de se precaver do consumo de temperos adulterados. Comprar em estabelecimentos de confiança e desconfiar de produtos com custo muito baixo podem ser algumas formas.
Fonte: com informações Portal Metrópoles
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