ONG americana diz que mais de 3 mil pessoas morreram em ataques no Irã desde 28 de fevereiro, incluindo ao menos 1,3 mil civis.
Anúncio de pausa vem após ameaça do regime iraniano. Trump afirma que teve boas conversas com Teerã. Acompanhe o conflito. Israel afirma ter iniciado amplos ataques no oeste do Irã, e suas forças armadas se planejam para mais seis semanas de guerra. Irã lança ataques contra cidades israelenses perto de complexo nuclear e contra base americana no Oceano Indico. ONG americana diz que mais de 3 mil pessoas morreram em ataques no Irã desde 28 de fevereiro, incluindo ao menos 1,3 mil civis.
No Líbano, ataques de Israel mataram mais de mil pessoas em três semanas, diz governo. Mais de 1 milhão foram deslocadas.
Em Israel, ao menos 15 pessoas foram mortas por mísseis iranianos, e outras quatro morreram na Cisjordânia. Pelo menos 13 militares americanos foram mortos. Trump ameaçar "destruir" as usinas de energia do Irã se o país não abrir o Estreito de Ormuz no prazo de 48 horas .
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Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares e deram início ao atual conflito no Oriente Médio: O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (23/03) que os EUA tiveram conversas boas e produtivas com o Irã e que ele ordenará que os militares adiem por cinco dias qualquer ataque contra a infraestrutura energética iraniana.A decisão de Trump veio após uma ameaça do Irã de atacar usinas de energia de Israel e aquelas que abastecem bases dos EUA em toda a região do Golfo, caso os EUA mirassem na rede de energia iraniana. As conversas com o Irã continuarão ao longo da semana, disse Trump em uma postagem nas redes sociais.
Ataque a fábrica de drones
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou nesta segunda-feira que atacou uma fábrica iraniana de produção de motores utilizados em drones de ataque e aeronaves da Guarda Revolucionária do Irã. A fábrica, situada na província de Qom, "produzia motores de turbina a gás para drones de ataque e componentes de aeronaves utilizados pela Guarda Revolucionária", disse o Centcom. O comando americano compartilhou imagens da fábrica antes e depois do ataque, especificamente uma fotografia datada de 6 de março de 2026 que mostra as instalações aparentemente intactas, e outra tirada "três dias depois, após um ataque devastador". cn (Reuters, EFE, AP)
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Após ultimato de Trump, Irã ameaça fechar totalmente Ormuz e atacar usinas em toda a região As Forças Armadas iranianas ameaçaram neste domingo fechar “completamente” o Estreito de Ormuz e destruir os interesses econômicos dos EUA na região caso Washington ataque as usinas de energia do país. “O Estreito de Ormuz será completamente fechado e não será reaberto até que nossas usinas de energia destruídas sejam reconstruídas", declarou Ebrahim Zolfagari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, que coordena as Forças Armadas iranianas. O oficial militar afirmou que, caso Washington cumpra sua ameaça, Teerã adotará uma série de "medidas punitivas" imediatas, incluindo o fechamento total dessa via navegável estratégica, assim como ataques à infraestrutura de energia e tecnologia da informação em Israel, a empresas na região com participação dos EUA e a usinas de energia em países que abrigam bases militares americanas.
"Tudo está preparado para uma grande jihad com o objetivo de destruir completamente todos os interesses econômicos dos EUA na região", assegurou. Esta foi a resposta de Zolfagari ao ultimato do presidente dos EUA, Donald Trump, que na noite anterior deu ao Irã 48 horas para abrir "totalmente" o Estreito de Ormuz; caso contrário, advertiu que atacaria as usinas de energia do país. O porta-voz insistiu que o Irã não iniciou o conflito e não lançaria ataques contra a infraestrutura energética, mas ressaltou que responderia "sem limites" se suas instalações fossem atacadas.
Horas antes, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, também havia alertado que o Irã atacaria e destruiria infraestrutura vital de energia e petróleo em toda a região se as ameaças dos EUA se concretizassem. Por sua vez, o representante do Irã na Organização Marítima Internacional afirmou que o estreito permanece aberto à navegação internacional, "exceto para inimigos", sob as condições de segurança estabelecidas por Teerã. O Estreito de Ormuz tornou-se o epicentro do caos após a escalada das hostilidades, interrompendo uma das principais rotas energéticas do mundo e elevando os preços do petróleo.
O petróleo Brent para entrega em maio atingiu 112,91 dólares por barril, seu nível mais alto desde julho de 2022. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou neste domingo (22/03) que a guerra no Oriente Médio alcançou uma "fase crítica" com os ataques mirando áreas que abrigam instalações nucleares em Irã e Israel. "Os ataques contra instalações nucleares representam uma ameaça crescente à saúde pública e à segurança ambiental", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na rede social X. "Apelo urgentemente a todas as partes para que exerçam a máxima contenção militar e evitem quaisquer ações que possam desencadear incidentes nucleares."
Por ora, não há notícia de vazamento de radiação em razão dos ataques que, neste fim de semana, atingiram a instalação nuclear de Natanz, no Irã, e duas localidades próximas ao principal centro de pesquisa nuclear de Israel, Dimona e Arad. Mais de cem feridos e um morto em onda de ataques contra Israel Israel elevou a mais de cem o número de feridos no ataque iraniano de sábado (21/03) contra duas cidades no sul do país, próximas a um complexo nuclear, depois que os sistemas de defesa aérea falharam em interceptar projéteis. Em Dimona e Arad, ao sul, foram registrados 33 e 84 feridos, respectivamente, totalizando 117 pessoas. Pelo menos dez estavam em estado grave.
O exército israelense disse que investigaria a falha na interceptação em Dimona e Arad. "Os sistemas de defesa aérea operaram, mas não interceptaram o míssil", escreveu no X o porta-voz militar, brigadeiro?general Effie Defrin. Segundo as forças militares, Israel interceptou 92% de 400 mísseis balísticos lançados pelo Irã desde o começo da guerra. Em resposta, o país lançou uma nova onda de ataques contra Teerã neste domingo.
Já ao norte, perto da fronteira com o Líbano, uma pessoa morreu nesta manhã por disparos de foguetes vindos do país vizinho. Os bombeiros locais disseram que as chamas engoliram dois veículos após um "acerto direto". A morte é a primeira do lado israelense causada por um ataque vindo do território libanês desde o início dos confrontos com a milícia Hezbollah, em 2 de março, em meio à guerra no Oriente Médio. Também nesta manhã, explosões foram ouvidas e sirenes de ataque aéreo soaram em Jerusalém. O exército emitiu vários alertas afirmando ter identificado que "mísseis foram lançados do Irã em direção ao território do Estado de Israel".

Fotos: Reprodução/Google
O serviço de emergência informou, após o primeiro alerta, que não havia relatos imediatos de vítimas. Equipes do exército foram enviadas a locais mirados no centro de Israel, e a mídia local mostrou imagens de danos leves próximos a uma estrada na cidade de Holon, perto de Tel Aviv.Trump lança ultimato e diz que Irã tem 48 horas para abrir o Estreito de Ormuz O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na noite de sábado (22/03) que os EUA "destruiriam" as usinas de energia do Irã se o país não abrisse o Estreito de Ormuz dentro de 48 horas.
"Se o Irã não ABRIR TOTALMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz, dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América atacarão e destruirão suas diversas USINAS DE ENERGIA, COMEÇANDO PELA MAIOR DELAS!", escreveu Trump. Em resposta, o representante iraniano na agência marítima da Organização das Nações Unidas (ONU), Ali Mousavi, disse que o Estreito de Ormuz permanece aberto a toda a navegação, exceto para navios ligados aos "inimigos do Irã". Segundo ele, a República Islâmica está disposta a cooperar com a Organização Marítima Internacional para melhorar a segurança marítima e proteger os trabalhadores do mar no Golfo.
"A diplomacia continua sendo a prioridade do Irã. No entanto, a cessação completa da agressão, bem como a confiança e segurança mútuas, são mais importantes", disse Mousavi, acrescentando que os ataques israelenses e americanos contra o Irã são "a raiz da situação atual no Estreito de Ormuz". A rota marítima é estratégica, uma vez que por ela passa cerca de um quinto do suprimento global de petróleo e gás natural liquefeito. O seu bloqueio aumenta o risco de um choque energético mundial.
Fonte: com informações IstoÉ
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