18 de Maio de 2026

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Internacional - 26/09/2021

Executiva da Huawei é liberada de prisão domiciliar e volta para a China após acordo com EUA

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Foto: Reprodução

Meng Wanzhou ficou quase três anos em prisão domiciliar no Canadá, acusada de fraude bancária. Os canadenses Michael Kovrig e Michael Spavor, presos na China, também foram libertados.

 A diretora financeira da fabricante de tecnologia chinesa Huawei, Meng Wanzhou, retornou para a China ontem sábado 25, após quase três anos em prisão domiciliar no Canadá, acusada de fraude financeira nos Estado Unidos.

 

Na sexta-feira 24, Wanzhou chegou a um acordo com promotores norte-americanos, que retiraram um pedido de extradição, e ganhou a liberdade, durante uma audiência na corte de Vancouver. Logo depois, ela deixou o país com destino à cidade chinesa de Shenzhen.

 

No acordo, a executiva teria concordado em admitir que cometeu delitos. Ela foi acusada ter violado sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos ao Irã.

 

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Em 2018, um tribunal de Nova York emitiu um mandado de prisão para Meng, acusada de mentir para o banco HSBC sobre a relação da Huawei com a subsidiária Skycom, que vendia equipamentos para o Irã, colocando o banco em risco de violar as sanções dos EUA contra o Irã.

 

Meng é filha do fundador da Huawei, Ren Zhengfei. A empresa é a maior fabricante de equipamentos de telecomunicações e a segunda maior fabricante de smartphones do mundo.

 

Crise diplomática

 

O caso prejudicou as relações da China com os Estados Unidos e o Canadá. Também gerou acusações de que a China deteve cidadãos canadenses em retaliação, o que o país negou.

 

Os canadenses Michael Kovrig e Michael Spavor foram presos na China em 2018, acusados de espionagem e roubo de segredos de Estado. Segundo as autoridades chinesas, Kovrig violou "gravemente" as leis do país, atuou como "espião" e "roubou segredos de Estado" por meio do empresário Spavor.

 

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Kovrig e Michael Spavor também foram liberados na sexta-feira (24) e já voltaram para o Canadá, em um aparente ato de reciprocidade de Pequim, de acordo com a agência Reuters.

 

Fonte: G1

 

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