18 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Geral - 25/05/2022

Fachin cobra investigação de ação policial que deixou 25 mortos no Rio de Janairo

Compartilhar:
Foto: Reprodução

Edson Fachin

Após operação conjunta das Polícias deixar 25 mortos na Vila Cruzeiro, no Rio, na terça-feira, 24, os autores da chamada ‘ADPF’ das Favelas – ação que levou o Supremo Tribunal Federal a estabelecer uma série de diretrizes para a Segurança Pública do Rio – voltaram a acionar a corte máxima, pedindo que o governo Cláudio Castro (PL) seja obrigado a elaborar um novo plano de redução de letalidade policial no Estado.

 

Horas após a solicitação, o ministro Edson Fachin conversou com o procurador-geral de Justiça do Rio, Luciano Mattos, e externado ‘muita preocupação com a notícia de mais uma ação policial com índice tão alto de letalidade’.


Em nota divulgada nesta quarta-feira, 25, o magistrado diz ‘ter confiança’ de que a decisão da corte máxima ‘será cumprida, com a investigação de todas as circunstâncias da operação’ na Vila Cruzeiro.

 

Veja também

 

Operação conjunta na Rio de Janeiro tem 11 mortos; são 10 criminosos e uma moradora, diz PM

PEC que pode cobrar mensalidade em universidade pública deve ser votada nesta terça-feira


Ministro Fachin solicita investigação criminal sobre Operação no Complexo  da Penha

Ministro Edson Fachin afirmou, ‘muita preocupação uma ação policial com índice

tão alto de letalidade’

 

O ministro ainda não proferiu decisão sobre o novo pedido feito no âmbito da ‘ADPF das Favelas’. No documento protocolado no STF na noite desta terça-feira, 24, as entidades da sociedade civil qualificam o ocorrido nesta terça-feira,24, a segunda operação mais letal da história do Estado, como um episódio macabro.

 

Nessa linha, o pedido é para que o governo do Estado seja obrigado a apresentar novo plano de redução de letalidade policial, em 60 dias, com atenção a pontos como a instalação de equipamentos de GPS e sistemas de gravação de áudio e vídeo em todas as viaturas policiais e fardas dos agentes de segurança.

 

As entidades também requerem que o plano seja estruturado em torno da necessidade de se combater o racismo estrutural e contenha ‘providências concretas, indicadores quantitativos, prazos específicos, previsão de recursos necessários, e objetivos esperados’.

 

RIO DE JANEIRO, RJ, 25.05.2022 - ENTERRO-VIOLÊNCIA-RIO - Mãe de Gabriela se emociona no enterro da filha no cemitério São Francisco Xavier, no bairro Caju, na zona portuária do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (25). Gabriela morreu vítima de bala perdida durante a Operação da Vila Cruzeiro, na zona norte do Rio de Janeiro, onde 24 pessoas morreram. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

Mãe de Gabriela se emociona no enterro da filha no cemitério que morreu

vítima de bala perdida durante a Operação da Vila Cruzeiro

no Rio de Janeiro

 

Além disso, a petição requer que o Ministério Público do Estado seja oficiado de modo a apurar possível crime de abuso de autoridade, em razão da destruição do monumento às vítimas da Chacina do Jacarezinho.

 

Antes de solicitar a elaboração de um novo plano de redução da letalidade policial, no entanto, os autores da ‘ADPF das Favelas’ reforçaram um pedido para que Fachin rejeite o plano publicado pelo governo Cláudio Castro no Diário Oficial do Estado em março, considerado ‘genérico’ e ‘sem compromisso’.

 

As entidades da sociedade civil dizem que o ‘estado de coisas institucional da segurança pública do Rio vem se agravando’ e que o Supremo pode ‘dar um basta e traçar a linha do inaceitável’.

 

“Tem-se fortalecido no estado uma dinâmica de exaltação de condutas de execuções sumárias, arbitrárias ou extrajudiciais, legitimando-se previamente ações letais de agentes estatais sem que a vítima tenha tido a oportunidade de exercer o direito de defesa em processo legal regular, ou, embora respondendo a um processo legal, a vítima seja executada antes do seu julgamento ou com algum vício processual; ou, ainda embora respondendo a um processo legal, a vítima seja executada sem que lhe tenha sido atribuída uma pena capital legal. Reforça-se um recado de que, sem que nada seja feito, continuará vigorando a lógica do “bandido bom é bandido morto”, e não a da Constituição de 1988″, diz trecho da ação.

 

Sobe para 25 o número de mortos na operação na Penha | Rio de Janeiro | G1

Fotos: Reprodução

 

Como mostrou o Estadão, Fachin chegou a intimar, no início de abril, o governador do Rio a se manifestar sobre os questionamentos das autoras da ‘ADPF’ das Favelas com relação ao decreto que foi publicado com o plano de redução de letalidade policial do governo.

 

À época, as entidades da sociedade civil alegaram que o que o Rio ‘não fez o seu dever de casa’ e publicou ‘mera carta de intenções absolutamente genéricas, que não tem nenhum compromisso real com a redução da letalidade policial’.

 

Em meados de abril, a Procuradoria-Geral do Estado alegou ao STF que o plano publicado em decreto estadual atendia os comandos da corte máxima.

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 

“O Plano Estadual de Redução de Letalidade em Decorrência de Intervenção Policial, como se vê, não é uma mera carta de intenções. Ele estabelece medidas objetivas a fim de reduzir o número de mortes em decorrência da atuação policial, medidas estas que envolvem aprimoramento de recursos humanos, aquisição e modernização de recursos materiais e estabelecimento de rotinas administrativas e operacionais destinadas ao alcance dos objetivos da norma”, alegou o governo do Rio.

 

Fonte: Portal Revista IstoÉ

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.