Programa também reafirma compromisso com a reforma agrária e propõe mais investimentos por parte das empresas estatais
A carta-programa da federação formada por PT, PCdoB e PV, registrada na Justiça Eleitoral nesta segunda-feira, propõe a revogação do teto de gastos e da reforma trabalhista. O texto ainda reafirma compromisso com a reforma agrária e com a "superação do estado neoliberal".
Nem todos os pontos propostos estão alinhados com falas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que representará a federação, batizada de "Brasil da Esperança", na disputa pela Presidência da República na eleição deste ano. A primeira presidente da federação será a petista Gleisi Hoffmann.
"Defendemos a revogação da contrarreforma trabalhista feita no governo (Michel) Temer e a implementação de uma nova reforma trabalhista feita a partir da negociação tripartite, que proteja os trabalhadores, recomponha direitos, fortaleça a negociação coletiva e a representação sindical e dê especial atenção aos trabalhadores informais e de aplicativos", afirma o texto.
Veja também

Tebet rejeita ser vice: 'Estaria diminuindo o espaço das mulheres'
Após renúncias, Brasil passa a ter 3 estados governados por mulheres
Na última quinta-feira, ao participar de um evento com sindicalistas, Lula defendeu mudanças na reforma trabalhista, mas afirmou que não era o caso de voltar ao que era antes.
No mesmo trecho em que trata da reforma trabalhista, o programa também diz que e "se impõe a necessidade de repensar o modelo previdenciário do país, sua ampliação, cobertura e financiamento".
Em um ponto alinhado com o que Lula tem defendido, o texto fala que "é preciso revogar o teto de gastos e rever o atual regime fiscal brasileiro, que é disfuncional e perdeu totalmente sua credibilidade".
Os três partidos, que terão que atuar unidos por quatro anos em todas as esferas, também pregam uma participação maior das estatais na indução do investimento no país."É fundamental fortalecer os bancos públicos em sua missão de fomento ao desenvolvimento nacional e na oferta de crédito a longo prazo em projetos estruturantes, compromissados com a sustentabilidade financeira dessas operações, além do fortalecimento do sistema produtivo estatal em sua missão de realizar e induzir o investimento, com particular destaque para a Petrobras e a Eletrobras", diz o texto.
Também é reafirmado "compromisso com a sociedade brasileira em torno da superação do Estado neoliberal e da consolidação de um Estado social assentado nos pilares da democracia".
Fonte: Portal O Globo
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.