18 de Maio de 2026

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Geral - 02/08/2022

Garimpo ilegal de ouro tentou ocultar patrimônio após operação da Polícia Federal

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Foto: Reprodução

Ocultação teria sido feita por meio de criptomoedas. Os cinco empresários presos na Operação Ganância foram soltos por determinação do TRF-1

Garimpeiros alvo da Polícia Federal (PF) tentaram ocultar patrimônio ilícito por meio de movimentações em criptomoedas, logo após a Operação Gold Rush, deflagrada em setembro do ano passado para investigar a extração e o comércio ilegais de ouro. O grupo teria alocado moedas digitais em contas de laranjas ou em carteiras frias, diz relatório da PF obtido pelo Metrópoles.

 

Cinco empresários foram presos 10 meses depois, em julho deste ano, em nova fase da operação da PF, a Ganância.

 

Os garimpeiros, no entanto, já estão soltos por determinação de juízes do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), como mostrou o Metrópoles em primeira mão. Na prática, os magistrados não viram riscos à operação ao libertá-los. A organização criminosa teria movimentado mais de R$ 16 bilhões entre 2019 e 2021.

 

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A Operação Gold Rush cumpriu mandados de busca e apreensão no garimpo Água Branca, em Itaituba (PA). No local, funciona a Gana Gold, do empresário Márcio Macedo Sobrinho (foto em destaque).

 

Após a deflagração da ação, o grupo passou a tentar ocultar patrimônio ilícito.

 

Alysson Alves da Silva, de 45 anos, é apontado como o coordenador das operações financeiras do grupo criminoso, geralmente ligadas a criptomoedas. Ele sozinho movimentou cerca de US$ 3 milhões (R$ 16 milhões na cotação atual) em moedas digitais, entre 12 de junho de 2019 e 1º de novembro de 2021.

 

“Alysson pode estar alocando suas moedas digitais em contas de terceiros, ou ainda, nas chamadas hard wallet, que são carteiras utilizadas, normalmente, para guardar altos valores em criptoativos. Elas são chamadas de carteiras frias e ficam desconectadas da rede. Possuem SEED, via de regra, de 24 palavras, que impossibilitam qualquer tipo de quebra de criptografia”, detalha o documento da PF.

 

As operações eram feitas por meio da Binance, maior corretora de criptomoedas do Brasil e do mundo.

 

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A corretora tem sido usada por traficantes de drogas, hackers e fraudadores para lavar dinheiro. Reportagem da agência Reuters publicada em junho apontou que a Binance serviu como lavagem para um total de ao menos US$ 2,3 bilhões (o equivalente a R$ 12,6 bilhões na cotação atual) entre 2017 e 2021. 

 

Fonte: Metrópoles

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