A poucos dias do festival, obras monumentais começam a desvendar os conceitos que conduzirão os bois na disputa pelo título de campeão
Faltando apenas quatro dias para o início do 59º Festival Folclórico de Parintins, os temas escolhidos por Caprichoso e Garantido para 2026 começam a deixar o campo das ideias e ganhar forma na concentração do Bumbódromo. Entre alegorias monumentais, lendas amazônicas, rituais indígenas, seres encantados e símbolos da ancestralidade parintinense, os projetos artísticos dos dois bois passam a ser revelados ao público à medida que os módulos chegam à arena e entram na fase final de montagem. Todo esse processo poderá ser acompanhado pelos torcedores presencialmente na Ilha Tupinambarana e também pela transmissão especial da TV A Crítica, emissora oficial do festival, que levará o espetáculo em tecnologia 4K para todo o Brasil.
No Caprichoso, o tema “Brinquedo que Canta Seu Chão” transforma o boi-bumbá em uma expressão viva de memória, pertencimento e identidade amazônica. Já o Garantido aposta em “Parintins: Portal do Encantamento”, proposta que mergulha no universo dos seres encantados, da espiritualidade e da ancestralidade que moldam a história da Ilha Tupinambarana.
Enquanto os módulos alegóricos ocupam a concentração do Bumbódromo, os conceitos apresentados pelas comissões de arte começam a se materializar diante dos olhos dos torcedores. Os responsáveis pela execução e concretização dos temas adiantam detalhes sobre a concepção das três noites de apresentação, que serão divididas em subtemas e narrativas específicas. Embora os bois mantenham em sigilo parte das surpresas reservadas para a arena, as alegorias já permitem identificar elementos centrais das propostas artísticas que disputarão o título de campeão do festival.
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No Boi Caprichoso, o tema “Brinquedo que Canta Seu Chão” parte de três conceitos fundamentais: brinquedo, chão e canto. Em entrevista à reportagem de A CRÍTICA, o presidente do Conselho de Artes, Ericky Nakanome, explicou que a proposta nasce da própria compreensão do boi-bumbá como um brinquedo popular que ultrapassa sua dimensão material.Segundo ele, o boi não é apenas um objeto artístico conduzido na arena, mas uma entidade viva que carrega memórias familiares, afetos coletivos e a identidade cultural construída ao longo das gerações. O conceito também dialoga com o território de onde surge a manifestação, valorizando a ancestralidade dos povos que habitaram a Ilha Tupinambarana muito antes da fundação da cidade.
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Fotos: Reprodução
Essa interpretação já pode ser percebida nas alegorias que chegam à concentração azulada. Entre elas estão representações de rituais indígenas, como a “Tukaia dos Espíritos”, ligada às práticas xamânicas de contato com entidades espirituais, e o “Ferrão de Fogo”, inspirado no ritual de iniciação dos povos Sateré-Mawé. Também chama atenção a alegoria que materializa o próprio tema do festival, ainda em fase final de montagem e aguardando traslado para a concentração do Bumbódromo.
Fonte: com informações Acrítica
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