11 de Maio de 2026

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Mulher em pauta - 11/05/2026

Gláucia Santiago cita machismo e diz ficar enojada com comentários: 'O grau de exigência sobre a gente é maior'

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Foto: Reprodução/Google

Apresentadora assumiu o lugar de Bruno Vicari na transmissão da primeira edição do SportsCenter, carro-chefe da ESPN

Se tornar uma apresentadora não estava nos planos de Gláucia Santiago. Carregando a paixão pelo meio esportivo desde a infância, a jornalista de Araraquara, no interior de São Paulo, trilhou o caminho da reportagem em transmissões pelos canais da TV Globo até que, em 2019, desembarcou na ESPN para se tornar uma das caras do carro-chefe SportsCenter. 

 

Quase sete anos depois desde o convite, Gláucia assumiu, no início deste mês, a edição matinal do SC, trocando de lugar com o apresentador Bruno Vicari nas transmissões matinais da ESPN. Ao Terra, a jornalista falou sobre o novo momento na carreira e refletiu sobre o espaço feminino e a luta contra o machismo no jornalismo, especialmente no meio esportivo.

 

“Só vai ser normal no dia em que alguém me perguntar como é que é trabalhar com jornalismo esportivo e ponto, sem o adendo de como é atuar sendo mulher. Não sei se um dia vai chegar a isso. Ainda existe muito machismo, muita coisa velada nesse meio”, afirma.

 

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Recentemente, você assumiu o lugar do Bruno Vicari na 1ª edição do SC, como você recebeu esse convite? 

 

 

Foi muito legal, sou uma pessoa que gosta muito de mudanças, acho que a vida é assim, feita de mudanças de fluxo e de movimento. Cheguei na ESPN há quase sete anos e vim para a edição da tarde do SC, em uma reformulação de grade. Era uma edição de quase três horas no ar, a dupla era eu e o Gustavo Hofman.

 

Depois a gente enfrenta pandemia e, nos reajustes de grade, eu sempre fiquei ali no SC 2. Quando surge esse convite de pular para o SportsCenter da manhã, eu achei muito legal por mudar minha rotina ali dentro, achei desafiador, porque quando a gente cria uma identidade com o programa, não é fácil mudar. E o SC 1ª edição tinha muito dessa identidade, da cara do Bruno.  E o fato de abrir a programação, o dia da ESPN, exige essa dinâmica factual do jornalismo, em cima do que aconteceu e do que vai acontecer durante o dia, então trazer esses elementos e até rediscutir um pouco do editorial do programa é muito legal. Às vezes as pessoas imaginam que a gente só apresenta, mas eu gosto muito de me envolver na produção, de discutir, participar, isso é fundamental também. 

 

Qual tem sido a parte mais desafiadora nesse novo momento? 

 

É tentar inovar dentro do que a gente é e do que a gente tem, assumimos um programa que é uma marca consagrada. É manter esse legado, o que foi feito até agora, mas também dar a nossa cara, o tom de quem está ali. Assumir o programa e conseguir deixar o nível sempre muito bom, porque nos foi entregue em um nível muito bom de produção, de conteúdo. E entregar para as pessoas que estão acostumadas sem que haja uma ruptura.  Então, para quem ligava ali às 11h da manhã e sabia que ia ter aquele conteúdo, o objetivo é fazer que essas pessoas se sintam abraçadas também. 

 

Ser apresentadora sempre acompanhou seus objetivos? Como foi esse processo até chegar na apresentação de um programa de televisão? 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Nunca foi o meu grande sonho de carreira. Foi um convite da ESPN que me surpreendeu. Na época, eu era repórter na TV Tribuna, era setorista do Santos, fazia muita coisa para a Globo, Sportv, e esse sempre foi meu sonho, desde menina, ser repórter, trabalhar com jornalismo esportivo. Via a reportagem trabalhando e falava: ‘Nossa, é isso o que eu quero ser’.  Pode até parecer natural, algo gradual dentro da profissão, você sair da reportagem e ir para a apresentação, mas isso não era um plano, muito embora eu já fizesse o trabalho, também, tanto na TV Tribuna quanto na EPTV, em São Carlos– onde foi meu primeiro contato com o vídeo, inclusive.  E aí veio o convite da ESPN e eu até me peguei surpresa naquela época. Mas topei o desafio e achei interessante para aquele momento da minha carreira, e hoje vejo um crescimento profissional enorme na minha vida. 

 
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Tem algum momento da rotina como repórter que te dá saudade? 

 

Tenho algumas lembranças nostálgicas, quando vou para a rua e encontro gente dessa época é sempre muito legal. Estive na Neo Química Arena para fazer a cobertura do jogo do Corinthians na Libertadores e encontrei muita gente, não só da imprensa, mas também do clube, da organização, e isso é muito legal porque a gente fazia muita amizade, conhece muita gente, disso sinto muita falta. A reportagem forma grandes profissionais, minha base como apresentadora foi a reportagem que me deu, como a questão do improviso, de ter o conteúdo. Isso eu trouxe desse trabalho de apuração, que é algo que a gente não perde. No fundo, a gente nunca deixa de ser repórter.

 

Fonte: com informações Terra

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