PT e familiares do guarda municipal Marcelo Arruda, assassinado por bolsonarista, realizaram homenagem neste domingo
Com muitas críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PL), e em repúdio à violência política, o PT, ao lado de familiares e amigos de Marcelo Arruda, realizou, na manhã deste domingo (17), em Foz do Iguaçu, um ato em memória do guarda municipal, assassinado no último final de semana por um apoiador de Bolsonaro.
Nos discursos, houve pedidos por justiça e paz, e que a investigação considere a "motivação política" do crime, o que foi afastado pela Polícia Civil do Paraná, na conclusão do inquérito policial.
O evento também contou com apresentação musical de povos originários, ato ecumênico e falas de organizações locais de segurança, como o Movimento de Policiais Antifascismo.
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Lideranças políticas locais e familiares lembraram da trajetória de Arruda e disseram que darão continuidade à luta de Arruda pela igualdade e liberdade de expressão. Presidente do PT, a deputada federal Gleisi Hoffman afirmou que a sociedade não pode "normalizar crimes e assassinatos como esse, sob pena de transformar processo político em um banho de sangue da população brasileira".
"Não foi um caso isolado. Marcelo morreu por acreditar numa ideia, por ter uma posição política. Quem o matou nem o conhecia, não havia outro motivo. Não queria só matar o Marcelo, mas queria exterminar um grupo político", afirmou Gleisi, que lembrou também dos assassinatos de Marielle Franco, de mestre Moa do Katendê, de Antonio Carlos Rodrigues (senhor espancado em Balneário Camboriú em 2019) e de Dom Phillips e Bruno Pereira, além dos ataques durante agenda do deputado Marcelo Freixo, neste sábado (16).
"O ódio não pode ser instrumento da política, se não vira guerra. Mas o ódio tem sido sistematicamente incentivado na nossa sociedade, e tem nome e endereço. O nome de Jair Bolsonaro", afirmou Hoffmann.
Fonte: Portal iG
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