Em mais um passo histórico beneficiando o direito da mulher, a Argentina reconheceu os cuidados maternos como trabalho.
A decisão irá mexer na aposentadoria de inicialmente, 155 mil mulheres de 60 a 64 anos de idade. Segundo a Anses (Administração Nacional de Segurança Social), a criação de cada filho poderá contar como até três anos de serviço para os 30 exigidos na aposentadoria.
O governo argentino beneficiará mais mulheres à medida em que elas forem se cadastrando no programa e chegarem aos 60 anos, idade da aposentadoria feminina no País. Ficou decidido que mães biológicas e gestantes receberão um ano de contribuição referente a cada criança nascida viva. Para as mães que optaram por adoção, serão incluídos dois anos de trabalho por pessoa menor de idade acolhida.
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O governo ainda aplicará um ano a mais de serviço às contribuições de mães que possuem filhos portadores de deficiência. Fernanda Reverta responsável por levar o projeto para aprovação no Executivo, afirmou em um de seus argumentos que, "44% das mulheres em idade de aposentadoria não podem se aposentar".
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Fernanda ainda levou dados indicando que 95% das pessoas com necessidade do "Salário Família", uma bolsa oferecida pelo governo Argentino, são mulheres. No documento de aprovação do projeto foi inscrito que, "a situação da pessoa que tem o cuidado da criança torna mais complexo o acesso ao mercado de trabalho e, consequentemente, a possibilidade de completar os requisitos exigidos para o acesso aos benefícios da previdência social".
Fonte: Uol
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