17 de Maio de 2026

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Segurança Pública - 23/06/2022

Homem se apresenta à polícia de SP dizendo que participou dos assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips no Amazonas

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Foto: Reprodução

Gabriel Pereira Dantas diz que viu quando atiraram em Bruno e Dom

Um homem se apresentou nesta quinta-feira, 23, numa delegacia no Centro de São Paulo informando aos policiais que participou dos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips no Amazonas. Gabriel Pereira Dantas, de 26 anos, contou que viu quando os executores atiraram nas vítimas e que os ajudou a jogar os pertences delas no rio

 

Como não havia nenhum mandado de prisão contra Gabriel, a Polícia Civil gravou seu depoimento em vídeo na sua sede e informou que ele seria apresentado à Polícia Federal (PF), que investiga o crime. A polícia paulista iria pedir a prisão preventiva dele à Justiça. Até a última atualização desta reportagem não havia uma decisão judicial a esse respeito.

 

Bruno e Dom viajaram para o Vale do Javari, entre as cidades de Atalaia do Norte e Guajará, na tríplice fronteira Brasil, Peru e Colômbia, quando desapareceram no dia 5 de junho. A área possui 8,5 milhões de hectares demarcados, sendo a segunda maior terra indígena do país – a primeira é a Yanomami, com 9,4 milhões de hectares.

 

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Gabriel Pereira Dantas, de 26 anos

 

Segundo a Polícia Federal, a dupla foi perseguida por pescadores ilegais e assassinados. As vítimas teriam sido mortas a tiros e os corpos, esquartejados e enterrados. Três homens foram presos por suspeita de participação no crime:

 

Bruno e Dom foram assassinados por pescadores ilegais no Vale do Javari. Em depoimento no 77º Distrito Policial (DP), Santa Cecília, Gabriel contou que procurou a Polícia Militar (PM) na Praça da República porque participou das mortes deles, a quem, chamou de "dois turistas".

 

"Eu tinha passado uma semana lá [na região]. Acho que já está com um mês por aí. Aconteceu que eu tava no flutuante do rapaz que eu conhecia há um tempo. É uma casa que flutua na água. Eu já conhecia esse rapaz há muito tempo. Eu fui pra lá para ficar tranquilo porque eu tinha sido ameaçado de morte em Manaus. E lá eu conheci o Pelado."

 

"Foi quando uns turistas passaram. Aí ele chamou, ele perguntou se eu sabia pilotar a rabeta. Eu falei que sim. Aí só entrou e a gente saiu e foi embora. Aí foi quando a gente alcançou e ele já chegou atirando. Uma 16, ela é uma espingarda"

 

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"Eu ouvi dois. Atingiu um que a 16 é cheia de chumbo dentro. Um disparo daquele ali... Aí só fiz ajudar. [Os dois caíram] dentro da voadeira deles. A gente amarrou [os corpos] na canoa. A gente foi mais pra cima um pouco da margem, num lugar bem isolado. Aí eu só fiz tirar [os dois]. Na hora eu fiquei em desespero"

 

A PF confirmou que os restos mortais encontrados são do jornalista inglês Dom Phillips após análise da arcada dentária. A perícia também confirmou a identificação dos restos mortais do indigenista Bruno Araújo Pereira.

 

Em depoimento à Polícia Civil de São Paulo, Gabriel disse que morava em Atalaia porque fugia do Comando Vermelho, facção criminosa oriunda do Rio de Janeiro, que o ameaçou de morte.

 

Gabriel falou que estava bebendo com Pelado, que o chamou pilotar sua canoa e saíram. O homem ainda falou que não saiba o que o colega iria fazer, mas que o viu atirando primeiro em Dom e depois em Bruno.

 

Pelado” é peça-chave no caso de Dom Phillips e Bruno Pereira - Amazônia Real

Fotos: Reprodução

 

Depois, segundo Gabriel, Pelado chamou mais dois homens. E que os ajudou a "dar fim nas coisas de Bruno e Dom, jogando as mochilas e coisas na margem do rio." Falou ainda que depois disso fugiu, passando por Santarém, Manaus e Rondonópolis até chegar em São Paulo.

 

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Gabriel falou que como estava na rua e não aguentava mais toda essa situação, decidiu se apresentar aos policiais militares que o levaram à delegacia.

 

Fonte: Portal G1

 

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