17 de Maio de 2026

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Internacional - 17/06/2022

Homem tetraplégico faz 1º suicídio assistido da Itália após briga judicial

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Foto: Reprodução

Federico Carboni foi a primeira pessoa a ter permissão para o suicídio assistido na Itália

Um italiano morreu na última quinta-feira, 16,  no primeiro caso de suicídio assistido da Itália, segundo uma associação que faz campanha pela eutanásia legal.

 

Federico Carboni, 44, era ex-motorista de caminhão e ficou tetraplégico, há 12 anos, após um acidente de trânsito.

 

O homem morreu com a família ao lado da cama dele depois de administrar um coquetel de medicamentos letais. Uma máquina especialmente projetada para esse fim foi utilizada.

 

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“Não nego que me arrependo de ter me despedido da vida”, disse ele à Associação Luca Coscioni, que o ajudou a superar a resistência dos tribunais e das autoridades de saúde.

 

“Fiz tudo o que pude para viver da melhor maneira possível e tentar aproveitar ao máximo minha deficiência, mas agora estou no fim das minhas forças, tanto mental quanto fisicamente”, completou Carboni.

 

O Tribunal Constitucional da Itália abriu o caminho para o suicídio assistido em 2019, diante da forte oposição de partidos conservadores e da Igreja Católica Romana, mas disse que as autoridades de saúde locais precisam revisar e aprovar cada pedido.

 

Alguns pacientes em busca de autorização acusaram as autoridades de arrastarem deliberadamente para não decidir a respeito do tema.

 

Carboni obteve permissão para receber os medicamentos letais em novembro de 2021, depois de vencer dois processos judiciais e superar uma recusa inicial dos órgãos de saúde.


Em decisão final, um painel de ética disse que a condição de Carboni atendeu aos requisitos estabelecidos pelo Tribunal Constitucional, que incluíam uma patologia crônica e irreversível causando um sofrimento que a pessoa considera intolerável.

 

O caso dele ajudou a movimentar o apoio aos defensores do direito de morrer, que, no ano passado, coletaram mais de um milhão de assinaturas para tentar forçar um referendo que tornaria a eutanásia mais acessível.

 

No entanto, o Tribunal Constitucional rejeitou a petição, dizendo que uma votação sobre o assunto não protegeria suficientemente as pessoas “fracas e vulneráveis”.

 

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“Continuaremos lutando para que obstruções semelhantes e violações da vontade dos doentes não se repitam”, afirmou a Associação Luca Coscioni.

 

Fonte: Portal R7

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