17 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Economia - 08/03/2024

IBGE: com maior escolarização, mulheres ganham 21% menos que homens

Compartilhar:
Foto: Reprodução Google

A área com maior disparidade de gêneros são nas profissões cientificas, em que elas ganham 36,7% menos que os homens, segundo o IBGE

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira, 8/3, Dia Internacional da Mulher, apontam que as mulheres, apesar de serem mais escolarizadas que os homens, ganham 21% menos que eles. As informações são referentes ao estudo Estatísticas de Gênero feito em 2022.

 

A pesquisa também mostra que a disparidade ainda é maior em profissões científicas e intelectuais, nessas áreas a média do salário é 36,7% menor que os do gênero masculino.

 

O estudo aponta que 21,3% das mulheres com 25 anos ou mais têm ensino superior, enquanto, entre os homens, o índice é de 16,8%. Porém nas áreas de ciências, tecnologias, engenharias e matemática apenas 22% dos formandos são mulheres. O percentual teve uma redução de 1,2% em comparação há 10 anos.

 

Veja também

 

PGE-AM divulga local de prova e relação de salas dos candidatos inscritos na 40ª seleção para estágio em Direito

Projeto de recuperação de aprendizagem em Manacapuru tem avanço de 70% entre os alunos participantes

 

 

Já em profissões como serviço social e enfermagem, a participação feminina é de 92%. A coordenadora da pesquisa, Barbara Cobo, afirma que os estereótipos de gênero são os prováveis motivos para a diferença nos números de mulheres nas duas áreas acima.

 

Recorte racial do IBGE

 

Dentro do gênero feminino, as maiores distinções salarias estão entre mulheres pretas e pardas.

 

Pretas ou pardas (14,7%) têm menor acesso ao ensino superior que as brancas (29%);
Pretas e pardas são maioria no trabalho doméstico e no cuidado com pessoas;
Pretas ou pardas têm a menor participação na força de trabalho;
Pretas e pardas exercem mais o trabalho parcial do que as mulheres brancas;

 

Trabalho doméstico

 

O estudo do IBGE mostra que as mulheres fazem quase o dobro do trabalho doméstico em comparação aos homens, com 21,3 horas semanais, enquanto eles realizam 11,7 horas. No Nordeste a diferença é ainda maior, as mulheres gastam 23,5 horas de mulheres e os homens 11,8.

 

Ao considerar a jornada dupla de trabalho, emprego remunerado e não remunerado, as horas gastas pelas mulheres também é maior com 54,4 horas semanais, enquanto eles dispendem 52,1. No Sudeste, as mulheres têm as maiores jornadas duplas, com 55,3 horas semanais.

 

Lideranças femininas

 

Fotos: Reprodução Google

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram

 

As mulheres também enfrentam maior dificuldade de chegarem a cargos de liderança, ocupando apenas 39% desses postos. As profissões em que as barreiras do poder são maiores são agricultura, pecuária, pesca e aquicultura e produção florestal, com apenas 16% das gerencias exercidas por mulheres, porém a remuneração delas nessa área é 28% maior que a dos homens.

 

Outra área que as mulheres recebem mais em posições de liderança é nas atividades de gestão de resíduos e descontaminação, água e esgoto, em que ocupam 19% dos postos de poder e recebem 9,4% a mais.

 

Fonte: com informações do Portal Metrópoles 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.