17 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Comportamento - 04/05/2023

Impacto da pandemia na saúde mental pode ser prolongado em adolescentes

Compartilhar:
Foto: Reprodução

Cientistas islandeses constataram uma piora em sintomas depressivos e abuso de álcool até recentemente, mesmo após o relaxamento das medidas de restrição.

Num momento em que se fala tanto em saúde mental, um novo estudo sugere que os efeitos negativos da pandemia parecem durar mais do que o esperado entre os adolescentes. Cientistas islandeses constataram uma piora em sintomas depressivos e abuso de álcool até recentemente, mesmo após o relaxamento das medidas de restrição.

 

A pesquisa, recém-publicada no “The Lancet”, é uma das poucas a avaliar os jovens vários meses após o início da pandemia. Eles acompanharam quase 65 mil estudantes com idades entre 13 e 18 anos, que responderam questionários sobre sintomas depressivos, estado emocional e uso de substâncias como cigarros (eletrônicos e comuns) e álcool em diversos momentos nos anos de 2018, 2020, 2021 e 2022.

 

Os resultados mostraram que houve uma piora no estado mental mesmo dois anos após o começo da pandemia e um aumento no abuso de álcool, apesar de uma queda inicial em relação ao início da avaliação. Já o consumo dos cigarros não apresentou diferença. Por outro lado, altos níveis de suporte familiar – considerado como a facilidade em obter apoio emocional dos pais ou cuidadores – e dormir pelo menos 8 horas por noite foram fatores protetores, associados com melhores desfechos e menor uso de substâncias.

 

Veja também

 

 

 Prefeito destaca ações da gestão municipal durante o Abril Azul

Saiba como localizar câmeras espiãs em um hotel ou Airbnb

 

Impacto da covid-19 na saúde mental de crianças, adolescentes e jovens é  significativo, mas somente a 'ponta do iceberg' – UNICEF

 

Para os autores, os resultados reforçam que a adolescência é um período sensível em que a exposição ao estresse pode detonar problemas de saúde mental persistentes se não forem corretamente tratados.

 

Sofrimento e tristeza

 

Saúde mental: jovens foram os mais afetados pela pandemia, mostra estudo -  01/09/2021 - UOL VivaBem


“O sofrimento nem sempre está associado a sinais clássicos de tristeza”, diz a psicóloga Caroline Nóbrega de Almeida, do Hospital Israelita Albert Einstein. “Em crianças e adolescentes, pode vir acompanhado de comportamentos como maior irritabilidade, impaciência, agressividade, mudanças bruscas no ‘jeito de ser’”, explica.

 

Minha filha está se expondo, mas a expectativa é que a saúde mental dela  melhore': o impacto da falta de aulas presenciais em adolescentes | Volta  às Aulas | G1

Fotos: Reprodução

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 

Outros sinais de alerta podem ser deixar de fazer atividades ou parar de frequentar lugares que gostava antes, excesso de apatia ou isolamento. A psicóloga diz que alguns jovens podem ficar preocupados em excesso com algo, como as notas ou ter comportamentos como roer unhas ou se auto lesionar.

 

A tecnologia também tem seu papel nesse cenário, segundo a psicóloga. Ela observa que, muitas vezes, as redes sociais tendem a criar padrões de vida perfeitos e inatingíveis que podem gerar frustração. “Pais e escolas devem aumentar a conscientização sobre o sofrimento emocional, reconhecendo os sintomas, desmistificando preconceitos e validando os sentimentos, inclusive, o sofrimento, como algo inerente ao ser humano, e que pode ser compartilhado e trabalhado. O mais importante é encorajar esses jovens a sempre buscar ajuda”, finaliza.

 

Vídeo: Como enfrentar a depressão durante a pré-adolescência?

 

 

 

 

Fonte: com informações da Agência Einstein e Portal Istoé

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.