29 de Junho de 2026

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Saúde da Mulher - 29/06/2026

Infecção urinária na gravidez exige atenção: condição pode trazer riscos para mãe e bebê

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Foto: Getty Images

Ginecologista explica como identificar os sinais e quais medidas ajudam na prevenção de infecção urinária na gravidez

A gravidez é um período de grandes transformações no organismo feminino. Entre as mudanças que ocorrem durante a gestação, algumas favorecem o aparecimento de infecções urinárias, um problema relativamente comum e que merece atenção especial devido aos possíveis impactos para a saúde da mãe e do bebê.

 

Segundo a ginecologista Dra. Ana Paula Fonseca, as alterações hormonais e anatômicas próprias da gestação criam um ambiente mais propício para a proliferação de bactérias no trato urinário. “Durante a gravidez, ocorre um relaxamento da musculatura das vias urinárias e uma diminuição do fluxo da urina, o que facilita a permanência de bactérias na bexiga e aumenta o risco de infecções. Por isso, o acompanhamento pré-natal é fundamental para o diagnóstico precoce”, explica.

 

Embora muitas mulheres associem a infecção urinária a sintomas como ardência ao urinar e aumento da frequência urinária, nem sempre a doença se manifesta dessa forma durante a gestação. Em alguns casos, a chamada bacteriúria assintomática ocorre sem qualquer sinal perceptível, sendo identificada apenas por meio dos exames solicitados no pré-natal. “Uma das particularidades da gravidez é que a infecção urinária pode estar presente mesmo sem sintomas. Por isso, os exames laboratoriais de rotina são tão importantes. Eles permitem identificar o problema antes que surjam complicações”, alerta a médica.

 

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Quais são os riscos para a mãe?

 

 

Quando não tratada adequadamente, a infecção urinária pode evoluir para quadros mais graves, como a pielonefrite, uma infecção que acomete os rins e pode exigir internação hospitalar. Além disso, a condição pode causar febre, dor lombar intensa, mal-estar geral e aumentar os riscos de complicações durante a gestação. “A pielonefrite é uma das principais preocupações porque pode comprometer significativamente a saúde materna. O diagnóstico e o tratamento precoces ajudam a evitar a evolução para formas mais graves da doença”, destaca Dra. Ana Paula.

 

E quais os riscos para o bebê?

 

Os impactos da infecção urinária não se limitam à gestante. Estudos mostram que a condição também pode estar associada ao aumento do risco de parto prematuro, baixo peso ao nascer e outras intercorrências obstétricas. “Quando existe um processo infeccioso importante no organismo da gestante, isso pode desencadear respostas inflamatórias que aumentam o risco de complicações para o bebê. Por isso, não devemos subestimar a infecção urinária durante a gravidez”, explica a especialista.

 

Então, como prevenir a infecção urinária durante a gestação?

 

Fotos: Getty Images

 

Embora nem todos os casos possam ser evitados, algumas medidas ajudam a reduzir significativamente o risco de infecção urinária durante a gravidez. Entre as principais recomendações estão: Beber água regularmente ao longo do dia; Não segurar a urina por períodos prolongados;
Esvaziar completamente a bexiga ao urinar; Manter hábitos adequados de higiene íntima; Urinar após as relações sexuais; Comparecer a todas as consultas de pré-natal e realizar os exames solicitados. “A hidratação adequada ajuda a aumentar a eliminação de bactérias pelas vias urinárias. Além disso, o pré-natal permite identificar precocemente alterações que muitas vezes ainda não causaram sintomas”, orienta a ginecologista.

 

Atenção aos sinais de alerta

 

Embora alguns casos sejam silenciosos, sintomas como ardência ao urinar, aumento da frequência urinária, dor na região pélvica, urina com odor forte, febre ou dor lombar devem ser comunicados imediatamente ao médico responsável pelo pré-natal. “A gestante nunca deve se automedicar diante de sintomas urinários. Existem antibióticos seguros para uso na gravidez, mas o tratamento deve sempre ser orientado pelo médico após avaliação adequada”, ressalta Dra. Ana Paula Fonseca.

 

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A realização correta do pré-natal continua sendo a melhor estratégia para proteger a saúde da mãe e do bebê. Por meio de consultas regulares e exames de rotina, é possível diagnosticar precocemente infecções urinárias e iniciar o tratamento antes que ocorram complicações. “A maioria dos casos evolui muito bem quando identificada precocemente. O acompanhamento médico durante toda a gestação é essencial para garantir uma gravidez mais segura e tranquila para mãe e bebê”, conclui Dra. Ana Paula Fonseca.

 

Fonte: com informações Mariana Kotscho 

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