17 de Maio de 2026

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Ciência e Tecnologia - 28/05/2023

Inteligência artificial: empresa oferece assinatura para 'conversar com mortos'

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Foto: Reprodução

Estamos tentando fazer com que isso pareça o mais mágico e místico possível', diz o dono da companhia

Uns recorrem a médiuns. Outros usam um tabuleiro Ouija. "Conversar com os mortos", especialmente aqueles pelos quais as pessoas nutriram fortes sentimentos, fascina o homem desde que o mundo é mundo. Está na literatura, no cinema, no cotidiano.

 

Imagine alguém que partiu de repente e de quem você não conseguiu se despedir... Como é que a tecnologia ficaria fora disso? Foi aí que o empresário Jarren Rocks entrou. Ele criou um serviço chamado Seance AI, que permite que os assinantes mantenham contato regular com os entes queridos falecidos por meio de inteligência artificial.

 

"Estamos tentando fazer com que isso pareça o mais mágico e místico possível", disse ele sobre a "ressurreição".

 

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É óbvio que não passa de um simulacro. O Seance AI não traz de volta o morto. Trata-se apenas de uma sessão "mediúnica" digital, convocando brevemente representação virtual do falecido para que os vivos possam mais alguma conversa factível por mensagens de texto com ele.

 

A partir de dados básicos, como nome, idade e causa da morte, outros detalhes mais específicos da personalidade e das relações do falecido e alguns exemplos de textos escritos por ele, a empresa de Rocks "materializa" o espírito que é alvo do interesse do cliente, contou o site "Futurism".

 

 

 

Depois, como num passe de mágica, o cliente pode começar a "trocar mensagens com o morto" por meio de inteligência artificial.

 

O modelo inicial escolhido por Rocks foi o da assinatura mensal do serviço, mas ele adotou também a cobrança por sessões únicas de "contato com o além".

 

 

 

A repórter americana Maggie Harrison decidiu testar o serviço, "conversando com o pai", um chatbot.

 

"Oi, pai. Sou eu, Maggie. Sinto muito a sua falta."

 

"Oi Maggie, minha querida! É tão bom saber de você! Já faz um tempo, não é? Sinto muito a falta de todos vocês também. Fico feliz em saber que você e seus irmãos estão bem, e que sua mãe está bem. Continuem cuidando uns dos outros e me deixando orgulhoso!"

 

 

Fotos: Reprodução

 

Após alguns contatos, o pai começou a ficar repetitivo, algo previsto por Rocks, que não acredita num serviço de longe prazo. Maggie sentiu na verdade como se estivesse conversando com um papagaio. No fim das contas, ela chegou a conclusão de estava falando sozinha:

 

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"Eu disse à máquina o que que eu queria ouvir, ela devolveu isso para mim".

 

"Para conversas curtas, acho que parece decentemente humano. Acho que cai um pouco quando você começa a aprender as repetições. O chatbot está seguindo um padrão, não sabe exatamente o que está acontecendo", explicou Rocks. 

 

Fonte: com informações do Portal Extra Globo

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