Teerã oferece plano de 14 pontos para encerrar o conflito; Washington recusa e provoca nova escalada de tensões
A Guarda Revolucionária iraniana declarou neste fim de semana que a margem de decisão dos Estados Unidos foi reduzida, após Teerã enviar uma proposta de paz a Washington. O presidente americano, Donald Trump, afirmou não poder imaginar que o plano fosse aceitável, aumentando a tensão em um conflito já complexo. O órgão militar iraniano deu um ultimato para a suspensão do bloqueio aos portos iranianos.
A proposta de paz iraniana e a reação de Trump
A Guarda Revolucionária iraniana afirmou neste domingo, 3 de maio, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está diante de uma escolha limitada entre uma operação militar “impossível” ou alcançar um “acordo ruim” com o Irã. “A margem de decisão dos Estados Unidos foi reduzida”, declarou a inteligência da Guarda na rede social X. A Guarda afirmou que “Trump tem que escolher entre uma operação militar impossível ou um acordo ruim com a República Islâmica do Irã”. Essa declaração veio depois que Teerã enviou uma proposta para um acordo de paz a Washington, sobre a qual Trump disse no sábado, 3 de maio, que revisará em breve, embora tenha sustentado que “não pode imaginar que seja aceitável”.
O órgão militar iraniano também disse que o Irã estabeleceu um prazo para que as forças americanas suspendam o suposto bloqueio aos portos iranianos, embora não tenha detalhado a data limite nem oferecido mais informações sobre essa medida. Segundo a agência de notícias Tasnim, vinculada à Guarda, o Irã apresentou, por meio do Paquistão como país mediador, uma proposta de 14 pontos aos EUA para pôr fim definitivo à guerra que teve início no dia 28 de fevereiro e que cessou após uma trégua estendida indefinidamente para dar margem às negociações de paz. Entre os pontos incluídos na proposta figuram garantias de não agressão militar, a retirada de forças americanas do entorno do Irã, o levantamento do bloqueio naval, a liberação de ativos iranianos congelados, o pagamento de indenizações, a suspensão de sanções e o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, assim como um novo mecanismo para o Estreito de Ormuz.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de sábado, 3 de maio, que planeja retirar “muito mais de 5 mil” soldados americanos de suas bases na Alemanha, em meio às suas críticas aos aliados europeus por uma suposta falta de apoio na guerra contra o Irã. “Vamos reduzir drasticamente e vamos cortar muito mais de 5 mil”, disse Trump em declarações à imprensa na Flórida. A afirmação também é interpretada como uma reação às críticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, que acusou o líder republicano de ter sido “humilhado” por Teerã nas negociações para alcançar um acordo final para o conflito. Os comentários de Trump ocorrem um dia após funcionários de alto escalão do Pentágono anteciparem que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, havia ordenado a retirada de “aproximadamente 5 mil soldados da Alemanha”.
A decisão foi atribuída às “necessidades e condições do teatro de operações”, embora tenha coincidido com as tensões entre o governo Trump e seus aliados europeus, a quem o presidente recrimina por não terem ajudado no conflito no Irã. Segundo fontes do Pentágono, “a retirada será concluída nos próximos seis a 12 meses”. Paralelamente, Trump sinalizou que revisará em breve o plano enviado pelo Irã para acabar com a guerra, poucas horas após assegurar que as propostas iranianas não eram satisfatórias. “Em breve revisarei o plano que o Irã acaba de nos enviar, mas não posso imaginar que seja aceitável, já que eles ainda não pagaram um preço suficientemente alto pelo que fizeram à humanidade e ao mundo durante os últimos 47 anos”, escreveu o presidente americano na noite de sábado, 3 de maio, em sua rede social própria, a Truth Social. A mensagem também foi divulgada pelos perfis da Casa Branca e do Departamento de Estado na rede social X.
De acordo com informações divulgadas pela agência iraniana Tasnim, o Irã apresentou, por meio de um mediador paquistanês, uma resposta à proposta de nove pontos dos Estados Unidos centrada no tema de “pôr fim à guerra”. Os Estados Unidos haviam solicitado em sua proposta um cessar-fogo de dois meses, mas o Irã ressaltou que as questões pendentes devem ser resolvidas em um prazo de 30 dias e que, em vez de focar na extensão da trégua, o processo deve se concentrar no “fim definitivo da guerra”. Enquanto isso, Trump demonstrou insatisfação nesta semana com o andamento das negociações com o Irã, embora mantenha vigente um cessar-fogo sem a reabertura do Estreito de Ormuz, o que prejudica principalmente os aliados de Washington.
“Eles querem chegar a um acordo. Não estou satisfeito com isso, então veremos o que acontece”, comentou Trump nesta sexta-feira, 1º de maio, na Casa Branca. O presidente americano tem enviado mensagens confusas, assegurando que seu governo mantém conversas por via telefônica, ao mesmo tempo em que reitera não saber quem toma as decisões em Teerã porque a liderança estaria dizimada ou escondida após 40 dias de ataques que entraram em pausa no dia 8 de abril.
Acompanhamento do conflito: bloqueio naval e situação em Gaza
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Autoridades dos EUA disseram neste sábado, 4 de maio, que já desviaram um total de 48 navios desde o início do bloqueio naval imposto ao Irã. “Nos últimos 20 dias, foram redirecionados 48 navios para garantir o cumprimento do bloqueio”, informou o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CENTCOM), num comunicado. O texto publicado nas redes sociais é acompanhado por uma fotografia do navio USS New Orleans tirada no Mar Arábico “durante o bloqueio americano dos portos iranianos”. Este número representa um aumento de quatro embarcações em relação aos 44 navios que o próprio CENTCOM tinha indicado na sexta-feira passada, no comunicado anterior. O bloqueio foi imposto em 13 de abril para impedir a passagem de embarcações iranianas pelo Estreito de Ormuz, em resposta às restrições impostas, por sua vez, por Teerã ao tráfego nesta via marítima estratégica.
Enquanto isso, o Exército de Israel matou neste sábado, 2 de maio, pelo menos quatro palestinos ao sul da Faixa de Gaza em diversos ataques, segundo informaram fontes militares israelenses. “Em vários incidentes ocorridos hoje, tropas das Forças de Defesa de Israel (FDI) que operam no sul da Faixa de Gaza identificaram quatro terroristas que cruzaram a Linha Amarela e se aproximaram das tropas, representando uma ameaça imediata”, afirma um comunicado militar, em alusão à linha divisória onde seus efetivos permanecem posicionados. A nota do Exército acrescenta que suas tropas abriram fogo contra os supostos milicianos para “neutralizar a ameaça”.
Segundo informaram funcionários do hospital de Al Nasser, uma das vítimas, identificada como Amar Talal Ahmad Abu Shab, morreu por fogo do Exército israelense em Al Satr, na zona norte da localidade de Khan Younis, no sul da Faixa. Além disso, um drone de reconhecimento israelense atacou a zona oriental da cidade de Deir al Balah, ferindo pelo menos uma pessoa que foi transferida para o Hospital dos Mártires de Al Aqsa, segundo fontes desse centro médico. Apesar do cessar-fogo que entrou em vigor em 10 de outubro de 2025, Israel continua a lançar ataques diários na Faixa de Gaza. Desde então, seu Exército matou mais de 828 pessoas e deixou mais de 2.342 feridos, de acordo com o último balanço do Ministério da Saúde do enclave. Desde 7 de outubro de 2023, dia em que Israel iniciou sua ofensiva contra a Faixa em resposta aos ataques terroristas liderados pelo Hamas, a Saúde de Gaza situa em 72.608 o número de mortos pela ofensiva israelense e em 172.445 o total de feridos.
Crise humanitária e execuções no Irã
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A ativista e Nobel da Paz iraniana Narges Mohammadi foi transferida com urgência da prisão onde está detida para um hospital no noroeste do Irã, devido à “deterioração catastrófica” do seu estado de saúde, informou neste sábado, 2 de maio, a sua fundação. Segundo a agência Associated Press (AP), a Fundação Narges Mohammadi disse que a laureada com o Prêmio Nobel sofreu dois episódios de perda total de consciência e uma grave crise cardíaca. Mohammadi desmaiou hoje de manhã duas vezes na prisão em Zanjan, no noroeste do Irã, segundo a fundação. Acredita-se que ela tenha sofrido um ataque cardíaco no final de março, de acordo com os seus advogados, que a visitaram alguns dias após o incidente.
Nessa altura, ela parecia pálida, tinha perdido peso e precisava de uma enfermeira para a ajudar a andar. A transferência para o hospital ocorre “após 140 dias de negligência médica sistemática”, desde a sua detenção em 12 de dezembro, afirmou a fundação, acrescentando que a vida da ativista iraniana dos direitos humanos está em “perigo iminente”. A pressão arterial perigosamente elevada e a perda rápida de cerca de 20 quilos colocaram a vida de Narges Mohammadi, de 54 anos, em “perigo iminente”, de acordo com um relatório da sua fundação. Mohammadi, ativista iraniana dos direitos humanos e laureada com o Prêmio Nobel da Paz de 2023, tem permanecido presa em vários períodos desde 2016 devido à sua oposição à pena de morte e ao uso obrigatório do véu pela teocracia islâmica.
O Irã executou neste sábado, 2 de maio, dois homens condenados por espionagem e cooperação de inteligência com Israel, em meio ao endurecimento das medidas judiciais e à intensificação dos enforcamentos desde o início da guerra, no dia 28 de fevereiro. “Yaqub Karimipour e Naser Bakarzadeh foram executados sob acusações de cooperação de inteligência e espionagem em favor do regime sionista (Israel) e do serviço de inteligência Mossad”, anunciou a agência de notícias Mizan, vinculada ao Poder Judiciário iraniano. Segundo a agência, a sentença foi cumprida após a confirmação do Supremo Tribunal, depois de vários processos de apelação. Ambos os executados foram condenados por “inimizade contra Deus” e “corrupção na terra”, acusações relacionadas à segurança nacional que habitualmente são punidas com a pena de morte.
A Mizan informou que Karimipour foi considerado culpado de enviar informações sensíveis a agentes do Mossad, fotografar instalações militares, fabricar e detonar bombas de efeito moral em diferentes pontos do país e fornecer informações falsas à polícia sobre bombardeios nos primeiros dias da guerra. Karimipour também teria recrutado outras pessoas para executar atos de sabotagem, entre eles incêndios de caixas eletrônicos em cidades como Karaj e Mashhad. Por sua vez, Bakarzadeh foi acusado de colaborar com o Mossad por meio da coleta e do envio de dados sobre infraestruturas urbanas, edifícios públicos, delegacias, centros educacionais e locais religiosos, além de fotografias e vídeos de localizações consideradas sensíveis.
O Irã acelerou as execuções desde o início da guerra com Israel e os Estados Unidos, em 28 de fevereiro. O Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos denunciou na quarta-feira que um total de 21 pessoas foram executadas e mais de 4 mil foram detidas no Irã por motivos políticos ou de segurança nacional desde a eclosão do conflito bélico. O Irã é um dos países com o maior número de execuções do mundo e, em 2025, enforcou 1.639 pessoas, 68% a mais que no ano anterior, o que representa o número mais elevado no país desde 1989, segundo o relatório anual da ONG norueguesa Iran Human Rights (IHRNGO) e da francesa Ensemble contre la Peine de Mort (ECPM).
Repercussões regionais e posicionamento internacional
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Os Emirados Árabes Unidos anunciaram neste sábado, 2 de maio, a reabertura completa de seu espaço aéreo após semanas de restrições impostas durante o conflito entre os EUA e Israel com o Irã. “Após uma avaliação abrangente das condições operacionais e de segurança, suspendemos oficialmente as medidas preventivas temporárias anteriormente em vigor”, disse a Autoridade Geral de Aviação Civil em um comunicado publicado no X, acrescentando que o espaço aéreo continuará sendo monitorado de perto. Os Emirados Árabes Unidos, lar de importantes destinos turísticos como Abu Dhabi e Dubai, estiveram entre os Estados do Golfo mais afetados pelos ataques retaliatórios iranianos lançados em resposta aos ataques dos EUA e de Israel que começaram em 28 de fevereiro.
O tráfego aéreo limitado foi retomado logo após o início do conflito, incluindo voos para evacuar passageiros retidos. Bahrein, Iraque, Kuwait e Síria já haviam suspendido restrições semelhantes ao espaço aéreo impostas durante o conflito, depois que os Estados Unidos e o Irã concordaram com um cessar-fogo. Embora a trégua permaneça em vigor, o conflito subjacente ainda não foi resolvido. Israel intensificou seus ataques no Líbano com uma onda de bombardeios aéreos e de artilharia durante a noite de sexta-feira e na madrugada de sábado, 2 de maio, em diversas localidades do sul do país, causando dezenas de mortes, apesar do cessar-fogo que entrou em vigor em 17 de abril.
O Exército israelense lançou fortes ataques especialmente nos distritos de Nabatieh, Tiro, Jezzine, Sídon e Bint Jbeil, matando mais de 20 pessoas e ferindo outras dezenas. Nesta manhã, foram emitidas ordens de deslocamento para mais nove localidades, segundo informou a agência de notícias libanesa ANN. As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram em comunicado na noite de sexta-feira que “atacaram alvos terroristas” do grupo xiita libanês Hezbollah no sul do Líbano e “neutralizaram terroristas que operavam perto de soldados”, assegurando que “desmantelaram mais de 50 locais de infraestrutura”. Enquanto isso, o Hezbollah continuou atacando tropas israelenses no sul do Líbano e no norte de Israel em resposta.
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No último dia 17 de abril, entrou em vigor uma trégua que deve continuar pelo menos até meados de maio e que tem como objetivo avançar para negociações mais profundas entre ambos os países. No entanto, o processo diplomático segue estagnado, e o presidente libanês, Joseph Aoun, insiste em consolidar primeiro um cessar-fogo e interromper os ataques israelenses antes de prosseguir com as reuniões bilaterais entre representantes de Israel e do Líbano em Washington, apesar da pressão dos Estados Unidos. A Otan está “trabalhando” com os Estados Unidos para “entender os detalhes” do anúncio do Pentágono de retirar 5 mil soldados americanos de suas bases na Alemanha, segundo informou uma porta-voz da aliança militar neste sábado, 2 de maio. “Estamos trabalhando com os Estados Unidos para entender os detalhes de sua decisão sobre a presença militar na Alemanha”, disse a porta-voz, Allison Hart, por meio de uma mensagem nas redes sociais.
Hart assinalou, além disso, que “este ajuste destaca a necessidade de a Europa continuar investindo mais em defesa e assumir uma parcela maior da responsabilidade pela nossa segurança comum”, acrescentando que já estão “observando avanços” desde que os aliados concordaram em investir 5% do PIB na cúpula da Otan realizada em Haia no ano passado. O Pentágono informou na véspera sobre a retirada de cerca de 5 mil soldados da Alemanha nos próximos seis a 12 meses, um anúncio que ocorre após as críticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, sobre a suposta falta de uma estratégia de saída de Washington em seu conflito com o Irã e a “humilhação” à qual, em sua opinião, o regime de Teerã submete os EUA. Por sua vez, o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, respondeu que o fato de os EUA “retirarem tropas da Europa e também da Alemanha” era previsível, e concordou com a porta-voz da Otan que “nós, os europeus, devemos assumir uma maior responsabilidade por nossa própria segurança”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirará 5 mil militares americanos de suas bases na Alemanha, de acordo com autoridades da defesa citados por diversos veículos de comunicação locais nesta sexta-feira, 1º de maio. A decisão de retirar da Alemanha 5 mil militares da ativa das Forças Armadas dos EUA está sendo planejada pelo Pentágono, segundo esses funcionários. Um alto comando militar iraniano afirmou neste sábado, 2 de maio, que é “provável” a retomada da guerra entre o Irã e os Estados Unidos, depois que o presidente americano, Donald Trump, disse não estar satisfeito com uma nova proposta de negociação feita por Teerã. “As Forças Armadas estão plenamente preparadas para qualquer nova aventura ou insensatez dos americanos”, assegurou o subchefe de inspeção do Quartel Central Khatam al-Anbiya, o general Mohammad Jafar Asadi, segundo informou a agência de notícias Fars, vinculada à Guarda Revolucionária."

Fotos: ReproduçãoGoogle
"Asadi disse ainda que as ações e declarações das autoridades americanas têm principalmente um caráter midiático e buscam “sair do atoleiro que eles mesmos criaram”. Estas declarações ocorreram depois que na noite de sexta-feira Trump considerou insatisfatória a última proposta do Irã para alcançar um acordo de paz. A agência oficial iraniana IRNA informou na quinta-feira que o Irã havia enviado uma nova proposta através do Paquistão, país mediador nas negociações de paz com os Estados Unidos. A rejeição da guerra no Irã por parte dos cidadãos dos Estados Unidos atingiu níveis de desaprovação comparáveis ??aos dos conflitos em Iraque e Vietnã, em meio à incerteza econômica e ao risco de ataques terroristas, revelou nesta sexta-feira, 1º de maio, uma pesquisa conjunta do jornal The Washington Post, da rede de televisão ABC e do instituto Ipsos.
Ao todo, 61% dos entrevistados disseram que as ações militares de EUA e Israel contra o Irã foram um erro, e menos de 20% disseram acreditar no sucesso das operações, conforme anunciado pelo presidente americano, Donald Trump, que argumenta que o país já venceu a guerra ao destruir as capacidades militares iranianas. A porcentagem de quem não considera as ações militares no Irã bem-sucedidas chega a 39%, e 41% dos entrevistados disseram ser muito cedo para avaliar. A China declarou nesta sexta-feira, 1º de maio, que, se o estreito de Ormuz permanecer fechado, será “uma questão central” nas conversas que serão realizadas neste mês em Pequim entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o da China, Xi Jinping.
“Se o estreito de Ormuz ainda estiver fechado quando o presidente Trump visitar a China, essa questão estará inevitavelmente no centro das conversas”, disse o embaixador chinês na ONU e presidente do Conselho de Segurança para o mês de maio, Fu Cong, em entrevista coletiva. Fu enfatizou que a situação em torno do Irã e o conflito regional permanecem “extremamente frágeis” e que a “prioridade imediata deve ser evitar uma nova escalada militar e consolidar o cessar-fogo, porque qualquer passo em falso pode levar a uma nova espiral de violência”. O diplomata expressou preocupação com as declarações de Trump e de outros membros do governo americano de que a trégua com o Irã é “temporária”. “Estamos preocupados com certas declarações que sugerem que o cessar-fogo não é permanente. É justamente isso que devemos evitar”, afirmou. Fu reiterou que o estreito de Ormuz “deve permanecer aberto e funcional” para garantir a estabilidade energética global.
Fonte: com informações da Revista IstoÉ
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