16 de Maio de 2026

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Internacional - 31/03/2026

Irã lança mísseis contra países do Oriente Médio após ameaça de Trump

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Foto: Reprodução/Google

A imprensa iraniana afirma também que novas explosões ocorreram em Teerã, provocando apagões em várias partes da capital

O Irã lançou mísseis contra países do Oriente Médio ao mesmo tempo que sua capital foi alvo de explosões, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou destruir seu principal centro de exportação de petróleo e usinas de energia elétrica e de dessalinização de água.

 

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aliado de Trump nos ataques contra o Irã, afirmou que mais da metade dos alvos militares foi atingida, mas se recusou a estabelecer um prazo para concluir a operação, que já dura mais de um mês e abala a economia mundial. O Exército israelense afirmou que interceptou mísseis lançados a partir do Irã. Por sua vez, a imprensa iraniana noticiou novas explosões em Teerã que provocaram apagões em várias partes da capital.

 

Israel também informou nesta terça-feira que quatro soldados morreram em combate no sul do Líbano, onde suas forças militares enfrentam o movimento pró-iraniano Hezbollah.Antes dos últimos bombardeios em Teerã, Israel publicou um alerta na rede social X aos moradores de uma área da zona oeste da cidade para avisar que atacaria “infraestrutura militar” na região. A imprensa iraniana confirmou que “locais militares” no centro do país foram atingidos pelos ataques.

 

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O Irã também lançou uma nova onda de mísseis contra seus vizinhos do Golfo, países que acusa de servir de plataforma para os ataques americanos. Em Dubai, quatro pessoas ficaram feridas na queda de destroços de projéteis interceptados. Um ataque iraniano provocou um incêndio em um navio-tanque kuwaitiano no porto de Dubai.

 

Na Arábia Saudita, as autoridades anunciaram que interceptaram oito mísseis balísticos, depois que o Irã exigiu que Riade “expulse as forças americanas”. Trump advertiu o Irã que, se o país não aceitar um acordo para encerrar o conflito, “destruiria completamente” a ilha de Kharg, que concentra 90% das exportações de petróleo iraniano, e arrasaria as usinas geradoras de eletricidade, poços de petróleo e centrais de dessalinização.

 

Contudo, segundo o jornal Wall Street Journal, Trump disse a seus aliados que estaria disposto a encerrar a guerra mesmo se o Irã não aceitar reabrir o Estreito de Ormuz, crucial para o trânsito de combustíveis e bloqueado por Teerã desde o início do conflito. Por sua vez, uma comissão do Parlamento iraniano aprovou a cobrança de pedágios para os navios que atravessam o Estreito de Ormuz. A televisão estatal informou que o Irã proibiria a passagem de embarcações dos Estados Unidos e de Israel. A decisão foi repudiada pelos Estados Unidos. O secretário de Estado Marco Rubio declarou à rede Al Jazeera que “ninguém no mundo poderia aceitar isso”.

 

“Mais da metade”

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 


Netanyahu afirmou que as Forças Armadas de Israel alcançaram objetivos cruciais, como “eliminar” instalações industriais iranianas, e que estão “perto de acabar com a indústria armamentista” do país. “Definitivamente (a guerra) já passou da metade, mas não quero estabelecer um calendário para o fim”, disse Netanyahu ao canal americano Newsmax.

 

O presidente do Egito, Abdel Fatah al-Sisi, fez um apelo a Trump para que termine o conflito rapidamente. Trump insiste que mantém contato com autoridades iranianas, que ele não identificou e limitou-se a dizer que são pessoas “razoáveis”. Mas o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baqai, descartou qualquer negociação e disse que Washington enviou apenas um pedido de conversa por meio de intermediários, incluindo o Paquistão, que atua como mediador entre Estados Unidos e Irã.

 
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Após semanas de bombardeios, os moradores de Teerã descrevem uma cidade que tenta se agarrar a qualquer sinal de normalidade, apesar da presença das forças de segurança. “Quando sento a uma mesa do café, ainda que por alguns minutos, quase consigo acreditar que o mundo não acabou”, comentou Fatemeh, uma assistente de uma clínica odontológica de 27 anos. “E depois eu volto para casa, de volta à realidade de viver em guerra, com toda a sua escuridão”, acrescentou. 

 

Fonte: com informações IstoÉ

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