16 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Internacional - 25/03/2026

Irã rejeita plano de paz de Trump e mantém ataques a Israel e bases dos EUA

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

Governo americano propõe cessar-fogo de 30 dias e 15 pontos para encerrar conflito no Golfo; Teerã nega negociações enquanto ofensivas aéreas atingem Tel Aviv, Kuwait e refinarias

Os bombardeios entre Israel e Irã prosseguiram nesta quarta-feira, 25, ignorando a tentativa de mediação anunciada pelo presidente Donald Trump. Enquanto Washington afirma negociar um plano de paz de 15 pontos para encerrar as hostilidades iniciadas em 28 de fevereiro, o comando das Forças Armadas do Irã rejeitou categoricamente qualquer diálogo, classificando a iniciativa americana como uma tentativa de “negociar consigo mesmos”.

 

A negativa foi confirmada por Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do comando militar conjunto iraniano, dominado pela linha-dura da Guarda Revolucionária. Em pronunciamento na TV estatal, o militar afirmou que o país não aceitará acordos com a gestão Donald Trump, citando o histórico de ataques sofridos durante tentativas anteriores de diplomacia. O Ministério das Relações Exteriores do Irã, por meio de Esmaeil Baghaei, reforçou que a prioridade de Teerã no momento é a defesa militar, e não a mesa de negociações.

 

A proposta de paz, enviada ao Irã por meio da mediação do Paquistão, busca estabelecer um cessar-fogo imediato de 30 dias. Segundo informações do jornal “New York Times” e da emissora israelense “Channel 12”, o documento de 15 pontos impõe condições rigorosas para a estabilização da região:

 

Veja também 

 

Estados Unidos teriam enviado plano com 15 pontos para encerrar a guerra com Irã, diz jornal

EUA irão pausar ataques contra usinas de energia no Irã

 

Programa nuclear: Cinco dos tópicos tratam diretamente da atividade nuclear iraniana, exigindo restrições em troca de apoio internacional para um programa estritamente civil;

 

Influência regional: O plano exige que Teerã abandone o apoio militar e financeiro aos seus aliados no “Eixo de Resistência”, especificamente o Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, em Gaza;

 

Livre navegação: Um ponto central exige a garantia de que o Estreito de Ormuz permaneça aberto à navegação marítima sem hostilidades;

 

Contrapartidas: Em troca do cumprimento das metas, os EUA oferecem a suspensão progressiva das sanções econômicas que sufocam a economia iraniana. A equipe de negociação de Washington conta com nomes do primeiro escalão, como o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, além de Steve Witkoff e Jared Kushner.

 

Choque energético e ofensiva militar

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Apesar do ceticismo iraniano, os mercados financeiros reagiram com volatilidade aos rumores da trégua. Antes do conflito, o Estreito de Ormuz era responsável pelo escoamento de 20% da produção mundial de petróleo. O bloqueio atual levou o preço do barril a ultrapassar a marca de US$ 100. Na terça-feira, 24, a sinalização de Donald Trump sobre um possível “presente” — a reabertura parcial do canal — chegou a derrubar as cotações.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 

No campo de batalha, a Guarda Revolucionária anunciou o lançamento de mísseis e drones contra Tel Aviv e Kiryat Shmona, em Israel, além de bases militares dos EUA no Kuwait, Jordânia e Bahrein. No Kuwait, um ataque incendiou um depósito de combustível no aeroporto internacional. Em contrapartida, as forças israelenses confirmaram incursões aéreas contra infraestruturas na capital iraniana, atingindo locais de produção de mísseis navais. No Líbano, a ofensiva de Israel contra o Hezbollah já contabiliza mais de mil mortos desde o início de março. 

 

Fonte: com informações IstoÉ

 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.