17 de Maio de 2026

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Interior em Destaque - 10/01/2022

Línguas kambeba e nheengatu integram currículo das escolas indígenas

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Foto: Reprodução

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), aprovou a inclusão das línguas maternas kambeba e nheengatu como matéria no currículo educacional das escolas municipais indígenas. A aprovação foi publicada na edição n° 5.257,

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), aprovou a inclusão das línguas maternas kambeba e nheengatu como matéria no currículo educacional das escolas municipais indígenas. A aprovação foi publicada na edição n° 5.257, do Diário Oficial do Município (DOM), da última quinta-feira, 6/1. O objetivo da proposta é subsidiar a língua aos profissionais indígenas de educação envolvidos nessa modalidade de ensino.

 

Outro intuito é interagir com a comunidade escolar de Manaus sobre o desenvolvimento de saberes e práticas específicas à educação escolar indígena na etapa da educação básica.

 

Para o subsecretário de Gestão Educacional, Carlos Guedelha, a aprovação vai contribuir bastante para a valorização da cultura e da identidade dos falantes nativos.

 

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“Ao final de 2021, a equipe técnica da subsecretaria de Gestão Educacional elaborou a proposta de inclusão do componente Língua Indígena na estrutura curricular das quatro escolas indígenas da Semed. Com a aprovação da proposta pelo Conselho Municipal de Educação, as línguas indígenas kambeba e nheengatu já serão trabalhadas a partir deste ano de 2022, com duas horas semanais em todas as séries do ensino fundamental”, informa Guedelha, além de acrescentar que a ação é histórica.

 

 

“Trata-se de um marco histórico na educação do Brasil, pois esta iniciativa vai propiciar o resgate das línguas em estudo, e com isso impulsionar a valorização da cultura e da identidade dos falantes nativos”, completa.

 

 

De acordo com a gerente de Educação Escolar Indígena, Giovana de Oliveira Ribeiro, é mais um avanço da educação escolar indígena de Manaus.

 

Fotos: João Viana / Arquivo / Semcom / Reprodução 

 

“O componente curricular é uma reivindicação das quatro escolas indígenas. Ao longo desse tempo as escolas trabalhavam apenas um projeto pedagógico diferenciado, junto ao currículo municipal. Com a aprovação do componente curricular de língua indígena os alunos terão a oportunidade de estudar a sua língua dentro da escola indígena. É um grande avanço para a educação escolar indígena de Manaus”, ressalta Giovana.

 

Prioridade

 

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A educação indígena é uma das prioridades da gestão David Almeida, que sancionou, em setembro de 2021, a lei n° 2.781/2021, que trata sobre a criação da categoria da escola indígena, além de dispor sobre a elaboração de cargos de profissionais de Magistério Indígena, regularização dos espaços de estudos da língua materna e conhecimentos tradicionais indígenas em unidades da Semed.

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