1/4 dos domicílios estavam nessa situação em 2023, diz IBGE, queda em relação a levantamento anterior
No Brasil, a realidade dolorosa de mais de 64 milhões de pessoas vivendo em lares com algum nível de insegurança alimentar ecoa como um alarme humanitário em nossa consciência coletiva. Em 2023, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse contingente estava distribuído em 21,6 milhões de lares.
Embora a magnitude desses números possa parecer assustadora, há um vislumbre de esperança em meio à escuridão. A proporção de lares em situação de insegurança alimentar, embora ainda alta, diminuiu em comparação com levantamentos anteriores. De acordo com o IBGE, em 2017-2018, 25,3 milhões de lares enfrentavam essa realidade, representando 36,7% do total de domicílios particulares. Esse declínio, embora modesto, é um sinal encorajador.
O impacto da pandemia de Covid-19 não pode ser subestimado ao analisar esses números. Durante esse período desafiador, muitas famílias viram suas fontes de renda minguarem, enquanto os preços dos alimentos disparavam. Imagens de pessoas em busca desesperada de doações e até mesmo de restos de comida tornaram-se símbolos da crise que assolava o país.
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No entanto, há razões para acreditar que a maré está começando a virar. Analistas do IBGE apontam para a recuperação gradual do mercado de trabalho e para a ampliação de programas sociais como fatores que contribuíram para essa ligeira melhoria. Além disso, a deflação dos preços dos alimentos em 2023 também teve um papel crucial, tornando os alimentos mais acessíveis para muitas famílias.
No entanto, não podemos nos dar ao luxo de nos acomodarmos com esses pequenos progressos. A insegurança alimentar, em suas diversas formas - leve, moderada e grave -, ainda assombra quase 3 em cada 10 lares brasileiros. A fome persiste como uma realidade cruel para muitos, especialmente para as crianças, que são as mais vulneráveis a seus efeitos devastadores.
É essencial que continuemos a enfrentar esse desafio com determinação e solidariedade. Precisamos não apenas abordar as questões imediatas de acesso aos alimentos, mas também enfrentar as causas subjacentes da insegurança alimentar, como a desigualdade socioeconômica e a falta de políticas públicas eficazes.
A história do Brasil é uma de resiliência e superação. À medida que olhamos para o futuro, devemos nos comprometer a construir um país onde cada indivíduo tenha garantido o direito fundamental à alimentação adequada e digna. Este é um desafio que devemos enfrentar juntos, como uma nação unida em compaixão e justiça.
Fonte: com informações da Folha de S. Paulo
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