© Leopoldo Silva DESRESPEITO A senadora Simone Tebet (à esq.) reagiu ao ministro Wagner Rosário (CGU), que a chamou de ?descontrolada? Leopoldo Silva
É fundamental para a consolidação e plenitude da democracia no Brasil a participação de mulheres na política. Atualmente, elas ocupam doze das oitenta e uma cadeiras do Senado.
Na Câmara, onde existem quinhentos e treze parlamentares, a representação feminina é de setenta e sete deputadas. Claro que vem crescendo com o tempo, mas a atuação delas ainda é pequena.
Uma boa notícia é que o próprio País também pensa assim, de acordo com uma pesquisa global realizada pelo Instituto Ipsos. O levantamento mostra que sete a cada grupo de dez cidadãos consideram que mais mulheres deveriam ser eleitas – no apenas no Brasil, mas em todo o mundo.
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Fiquemos, porém, como nosso País. Com certeza, é nelas que se deposita a esperança de que mandatos sejam exercidos com atitudes, propostas e projetos voltados de fato para o bem público.
Entre todas as nações pesquisadas, o Brasil colocou-se em primeiro lugar na defesa da eleição de mulheres. Em segundo lugar estão Peru e Colômbia — respectivamente, neles a representação parlamentar feminina é de 40% e 19,7%. No Brasil temos 15%.

A pesquisa é um excelente sinal da certeza de um futuro político com maior diversidade. E, se hoje, discute-se entre brasileiras e brasileiros uma maior abrangência de mandatos às mulheres, pode-se dizer que tal questão teve início em 1922, quando elas começaram a pleitear o direito ao voto, sob a liderança de Bertha Lutz e com a criação da Federação para o Progresso Feminino.
Um segundo passo foi dado em 1932, mas ainda discriminatório: as mulheres conquistaram o direito ao voto, mas o machismo reinante na sociedade permitia que elas votassem desde que autorizadas por escrito pelo marido.

Fotos: Reprodução
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Quanto às viúvas, tinham de possuir renda própria. Dois anos antes, no entanto, uma mulher conseguiu eleger-se a primeira prefeita do Brasil: Alzira Soriano, na cidade de Lajes, no Rio Grande do Norte. A mulher conquistou o direito à votação, como o conhecemos nos dias atuais sob a forma democrática de sufrágio eleitoral, com a Constituição de 1934.
Fonte: MSN
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