16 de Maio de 2026

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Saúde da Mulher - 24/03/2026

Março Lilás: Saúde da mulher: o que a ciência já sabe e muitos homens ainda ignoram

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Foto: Reprodução/Google

Informação, empatia e parceria: compreender o corpo feminino é responsabilidade de toda a sociedade

Durante muito tempo, temas relacionados à saúde da mulher foram tratados como um universo distante para muitos homens. No entanto, especialistas alertam que compreender o funcionamento do corpo feminino, suas fases e vulnerabilidades médicas não é apenas uma questão de empatia — é também uma questão de saúde pública e de avanço científico.

 

Diversas instituições internacionais defendem que incluir os homens nesse diálogo amplia o conhecimento médico e fortalece políticas de prevenção. A Organização Mundial da Saúde ressalta que fatores biológicos e sociais relacionados ao sexo influenciam diretamente a forma como doenças surgem, evoluem e são tratadas. Para ampliar essa compreensão, especialistas apontam alguns pontos essenciais que todo homem deveria conhecer.

 

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1. Doenças cardíacas também são uma grande ameaça para as mulheres

 

 

 

Muitos homens ainda associam o risco de infarto principalmente ao público masculino. Entretanto, doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte entre mulheres no mundo. O problema é que os sintomas femininos podem ser diferentes. Em vez da dor intensa no peito, algumas mulheres apresentam fadiga extrema, náusea, falta de ar ou dor nas costas. Segundo estudos analisados pela Harvard Medical School, essa diferença de sintomas pode atrasar diagnósticos e reduzir as chances de tratamento precoce.

 

2. O sistema hormonal influencia quase todo o organismo

 

 

 

O corpo feminino passa por variações hormonais significativas ao longo da vida — desde a puberdade até a menopausa. Essas mudanças afetam humor, metabolismo, imunidade, sono e até a resposta a medicamentos. Pesquisas científicas mostram que muitos tratamentos podem ter efeitos diferentes em mulheres justamente por causa dessas variações biológicas. Instituições como os National Institutes of Health ampliaram pesquisas específicas sobre saúde feminina para compreender melhor essas diferenças.

 

3. Doenças autoimunes são muito mais comuns em mulheres

 

 

 

Doenças como lúpus, artrite reumatoide e esclerose múltipla afetam desproporcionalmente o público feminino. Estudos indicam que cerca de 80% dos pacientes com doenças autoimunes são mulheres, um fenômeno que ainda está sendo investigado pela ciência. Pesquisadores acreditam que fatores hormonais e genéticos podem influenciar esse cenário. Investigar essas diferenças ajuda a desenvolver tratamentos mais eficazes para todos os pacientes.

 

4. A saúde mental feminina também sofre impactos biológicos

 

 

 

Depressão, ansiedade e transtornos emocionais podem estar relacionados não apenas a fatores sociais, mas também a mudanças hormonais importantes. Fases como pós-parto, síndrome pré-menstrual e menopausa podem provocar alterações emocionais intensas. Compreender esses processos ajuda a reduzir estigmas e a incentivar o apoio dentro das famílias. A Organização das Nações Unidas tem enfatizado que o apoio familiar e social é um fator fundamental para o bem-estar emocional das mulheres.

 

 

5. Conhecimento gera relações mais saudáveis

 

 

 

Quando homens compreendem melhor as mudanças biológicas e emocionais que fazem parte da vida feminina, relações se tornam mais equilibradas e empáticas. Esse entendimento fortalece casamentos, parcerias, amizades e relações familiares. Pais que compreendem essas questões também conseguem orientar melhor filhos e filhas sobre saúde e respeito. Informação, nesse contexto, deixa de ser apenas um conhecimento técnico e passa a ser um instrumento de convivência e cuidado.

 

Posicionamento do Portal Mulher Amazônica

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

O Portal Mulher Amazônica acredita que ampliar o conhecimento sobre a saúde feminina é uma responsabilidade coletiva. Trazer os homens para esse debate não diminui o protagonismo das mulheres — ao contrário, fortalece uma rede de apoio capaz de transformar realidades e salvar vidas. A informação científica precisa sair dos laboratórios e chegar às famílias, às escolas, às instituições e aos espaços de decisão. Somente assim será possível construir uma sociedade onde homens e mulheres caminhem lado a lado na promoção da saúde, da dignidade e da igualdade.

 
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Fontes:
Organização Mundial da Saúde
https://www.who.int/health-topics/gender
Harvard Medical School
https://hms.harvard.edu
National Institutes of Health
https://orwh.od.nih.gov
Organização das Nações Unidas
https://www.un.org/sustainabledevelopment/gender-equality/
 

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