Desmatamento no Cerrado já cria áreas desertificadas dentro do bioma, alertou o governo federal, que espera envolver os estados no combate a derrubada de área nativas
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, classificou como o objetivo do governo federal reduzir o desmatamento em todos os biomas brasileiros. No entanto, a ministra ressaltou a importância da participação dos estados na defesa do Cerrado.
A declaração ocorreu logo após uma conversa de ministros do governo federal, na quarta-feira, 27/03, no Palácio do Planalto, com os governadores da região do bioma.
Para Marina, o desmatamento do Cerrado é atualmente o maior desafio do governo federal já que, diferente da região amazônica, neste bioma é fundamental a colaboração dos governos regionais.
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Foto: Reprodução Google
O encontro contou com a participação dos governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); de Goiás, Ronaldo Caiado (União); do Maranhão, Carlos Brandão (PSB); e do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos); e dos ministros do Planejamento, Simone Tebet; e da Casa Civil, Rui Costa. O objetivo era construir uma estratégia conjunta no combate ao desmatamento que pode comprometer o agronegócio nessa região.
“Foi feito todo um diagnóstico para evitar que o desmatamento continue crescendo, ainda mais nessa conjuntura de mudança climática”, apontou Marina. “Precisamos de diversas abordagens, uma é combatendo a contraversão (para o desmatamento ilegal) e outra é criando instrumentos econômicos, incentivos, aumento de produção por ganho de produtividade, para que a gente possa preservar áreas que tem cerrado, pois elas são a garantia de equilíbrio do clima e da vazão dos rios e do regime de chuvas”, destacou a ministra.
O secretário Nacional de Controle de Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial, André Lima, destacou que o desmatamento, combinado ao efeito das mudanças climáticas, já afeta o agronegócio da região com a redução da vazão dos rios e do regime de chuvas.
“Uma coisa importante que nós mostramos para os governadores é que há uma expansão do semiárido para o cerrado, isso tem relação direta com a perda de cobertura vegetal nativa do cerrado e da caatinga. Nós mostramos também, que em 86 bacias hidrográficas, tivemos uma perda de vazão de quase 20 mil m3 por segundo, isso é um terço de Itaipu que a gente perdeu”, destacou Lima.
Segundo a ministra Marina, durante a reunião com os governantes ficou acordado atuar na prevenção de 70 municípios do bioma que tiveram a maior perda na cobertura vegetal nativa, com o objetivo de buscar a reversão no quadro. “Queremos trabalhar com a participação dos governadores. Enfrentar o problema do desmatamento é mexer com a economia e com a ecologia”, disse Marina.
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André Lima ainda apontou que o Cerrado não pode esperar mais. “Não podemos mais esperar, essa ação precisa começar rapidamente para ainda esse ano a gente reverter essa situação do desmatamento no Cerrado”, alertou o secretário.
Fonte: com informações Correio Braziliense
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