Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, declarou nesta quinta-feira, 5, que o El Ninõ atípico registrado este ano em razão das mudanças climáticas gera “efeitos devastadores”, referindo-se diretamente à severa estiagem que atinge a região Norte. A fala ocorreu durante o 7? Fórum Nacional de Controle do Tribunal de Contas da União (TCU).
“Começamos o ano com chuvas torrenciais na Amazônia, particularmente no Acre, no Amazonas e em Rondônia, e secas no Sul do País. Nós estamos encerrando o mesmo ano com chuvas torrenciais aonde era seco e seca insuportável aonde tivemos enchente. O que sobrou da enchente vem a seca e leva e o que sobrou da seca vem a enchente e leva. Isso são os eventos extremos. De fato, o El Niño é um fenômeno natural, mas está potencializado pela mudança do clima e essa potencialização está levando a efeitos devastadores“, disse a ministra.
O El Niño, assim como a La Niña, determina mudanças nos padrões de transporte de umidade e, portanto, variações na distribuição das chuvas em algumas partes do mundo — inclusive o Brasil. Quando o El Niño está em atuação, o calor é reforçado no verão e o inverno é menos rigoroso. Isso ocorre porque ele dificulta o avanço de frentes frias no país, fazendo com que as quedas sejam mais sutis e breves.
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Na quarta-feira, 4, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, alertou que a seca na Amazônia deve durar pelo menos até dezembro, quando o fenômeno El Niño atingirá a sua intensidade máxima. Até lá, as previsões de chuva do Cemadem indicam volumes abaixo da média.
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Fotos: Reprodução
A falta severa de chuvas agrava a situação dos rios da região Norte, que enfrentam uma seca persistente, com consequências para a população local, como desabastecimento de comida e água e prejuízos à navegação. O cenário tem relação com o El Niño atípico e como aquecimento global.
A estiagem recorde tem deixado diversos rios estratégicos para a região com vazões (volumes) abaixo da média histórica. Trechos de rios importantes, como o Negro e o Solimões, formadores do rio Amazonas, estão sendo afetados.
Fonte: com informações da Revista Cenarium
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