Além de artista, Satrapi era uma grande ativista dos direitos das mulheres
A autora e cineasta franco-iraniana Marjane Satrapi, ativista pelos direitos das mulheres e conhecida mundialmente pela graphic novel e pela adaptação cinematográfica de Persépolis, morreu aos 56 anos. Comunicado do Palácio do Eliseu anunciou, nesta quinta-feira (4/6), a morte de Satrapi, elogiando seu trabalho e ressaltando que sua obra “cativou o público global”.
“Seu falecimento representa a perda de uma figura importante na cultura francesa e de uma artista profundamente comprometida com a liberdade, cujo trabalho carregava uma mensagem universal e lhe rendeu imenso reconhecimento internacional”, disse a nota. Nascida em Rasht, no Irã, em 22 de novembro de 1969, Marjane Satrapi chegou à França em 1994 e obteve a nacionalidade francesa 12 anos depois. Satrapi ficou conhecida por suas críticas ao regime teocrático de seu país, por seu best-seller Persépolis, de 2000, uma autobiografia em quadrinhos.
A obra foi adaptada para o cinema em 2007, dirigida por Satrapi e Vincent Paronnaud, e ganhou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes em 2007, além de ter sido indicada ao Oscar. A artista era uma crítica obstinada do regime iraniano e uma grande apoiadora do movimento “Mulher, Vida, Liberdade”, que surgiu após a morte de Mahsa Amini, sob custódia policial em 2022, que tinha 22 anos de idade.
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A Fundação Narges, organização iraniana de defesa dos direitos humanos das mulheres, descreveu a Satrapi como uma defensora destemida do feminismo e dos direitos das mulheres. O presidente da França, Emmanuel Macron, também se manifestou. “Uma grande artista que transformou uma infância iraniana em uma fábula universal. Seu trabalho carregava uma mensagem universal e lhe rendeu imensa notoriedade internacional”, disse.
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Fotos: ReproduçãoGoogle
O diretor do Festival Cannes, Thierry Frémaux, declarou que Marjane era uma artista extraordinária e uma mulher cativante que personificava a alegria da criação e a tristeza do exílio e das memórias dolorosas" A família não divulgou a causa da morte, mas afirmou que ela “morreu de tristeza” por ter perdido o marido a pouco mais de um ano, o produtor e ator, Mattias Ripa, que morreu em 8 de abril de 2025, que além de marido, era um colaborador de longa data da autora. Juntos, criaram a Fundação de Cinema Mattias e Marjane Ripa-Satrapi, cujo objetivo era apoiar estudantes estrangeiros que desejam estudar cinema em Paris.
Fonte: com informações do Correio Braziliense
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