23 de Junho de 2026

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Política - 23/06/2026

Master abre rombo evangélico na campanha de Flávio Bolsonaro

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Foto: Reprodução/Google

Cruzamentos eleitorais indicam desgaste justamente no segmento que sustenta o bolsonarismo: os eleitores evangélicos

A disputa presidencial de 2026 pode estar revelando uma mudança silenciosa no eleitorado mais estratégico da extrema direita brasileira. Embora Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se mantenha estável na bolha extremista, os sinais de desgaste entre os evangélicos passaram a chamar atenção de analistas políticos após a repercussão dos áudios e revelações envolvendo o caso Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.

 

O alerta surge da comparação entre levantamentos realizados antes e depois da crise.A disputa presidencial de 2026 pode estar revelando uma mudança silenciosa no eleitorado mais estratégico da extrema direita brasileira. Embora Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se mantenha estável na bolha extremista, os sinais de desgaste entre os evangélicos passaram a chamar atenção de analistas políticos após a repercussão dos áudios e revelações envolvendo o caso Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.

 

O alerta surge da comparação entre levantamentos realizados antes e depois da crise.O desempenho era considerado decisivo porque os evangélicos representam um dos grupos mais organizados e fiéis do campo conservador, funcionando como núcleo duro da campanha bolsonarista.

 

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Mudança de trajetória

 

 

A situação começou a mudar após a divulgação das notícias envolvendo as conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Pesquisa Genial/Quaest divulgada em junho apontou que o senador perdeu nove pontos percentuais entre os evangélicos, enquanto Lula avançou sete pontos no mesmo segmento. Segundo o levantamento, o presidente passou de 24% para 31% das intenções de voto entre os eleitores evangélicos, reduzindo significativamente a distância que separava os dois adversários.

 

 

O movimento ocorreu justamente após semanas de repercussão nacional das informações relacionadas ao financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro e às investigações envolvendo o banco Master.Embora nenhuma pesquisa permita afirmar uma relação direta de causa e efeito, a coincidência temporal entre a divulgação do caso e a queda registrada pela Quaest transformou o eleitorado evangélico em um dos principais pontos de observação da campanha.

 
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Datafolha mostra resistência nacional

 

 Fotos: Reprodução/Google

 

O aspecto mais curioso do quadro eleitoral é que o desgaste entre evangélicos ainda não provocou um colapso total da candidatura da extrema direita no agregado nacional. A pesquisa Datafolha divulgada no final da semana passada mostra Lula liderando um eventual segundo turno por 47% a 43%, repetindo praticamente o cenário observado no mês anterior. No primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, contra 31% do senador do PL.

 

Fonte: com informações BNC

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