17 de Maio de 2026

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Diversidade - 20/01/2024

Maurício Pestana: diversidade e inclusão por meio da linguagem neutra

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Foto: Reprodução

Linguagem gramatical LGBTQIAPN+ vem substituindo, mesmo à revelia de uma revisão oficial, termos e palavras consideradas prejudiciais a uma política de maior diversidade e inclusão no nosso vocabulário

Os avanços da diversidade e inclusão nos últimos dez anos se expandiram para todas as áreas que podemos imaginar. Ciência, tecnologia, esporte, meio ambiente, serviços públicos e setor privado hoje debatem o preconceito, o racismo, machismo, homofobia, transfobia e as estruturas que foram elaboradas com viés discriminatório nessas e em outras áreas.

 

Com objetivo de revisar tais estruturas, sobrou até para a nossa gramática, questionada e até confrontada por muitas lideranças do movimento LGBTQIAPN+, a linguagem gramatical oficial desses movimentos que já há algum tempo vem substituindo, mesmo à revelia de uma revisão oficial, termos e palavras consideradas prejudiciais a uma política de maior diversidade e inclusão no nosso vocabulário.

 

Mas o que é a linguagem neutra e por que ela causa tanta polêmica? Esta linguagem tem como objetivo adaptar o português para o uso de expressões neutras, a fim de que as pessoas não binárias (que não se identificam nem com o gênero masculino nem com o feminino) e ou intersexo tenham representação.

 

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Resumindo, é a substituição dos artigos feminino e masculino por um “e” em alguns casos. Assim, “amigo” ou amiga” virariam “amigue”. As palavras “todos” ou “todas” seriam trocadas, da mesma forma, por “todes”.Pode parecer estranho, ou sem importância, a mudança ou substituição de algumas palavras para a linguagem neutra, mas isso tem causado grandes discussões entre defensores da linguagem neutra e setores mais conservadores da academia, que não veem uma defesa legal com bases acadêmicas para tal mudança.

 

Em 2021, o debate chegou a instâncias governamentais e a antiga Secretaria de Cultura, hoje Ministério da Cultura, publicou uma portaria, na época, proibindo o uso da linguagem neutra em projetos financiados pela Lei Rouanet, impedindo que obras que recebessem o incentivo da lei utilizem “elu”, “amigue”, “namorade”, por exemplo, que fazem parte da chamada linguagem de gênero neutro ou não binária.

 

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A experiência de algumas décadas, trabalhando em várias frentes pela inclusão racial de pessoas negras no Brasil, tem me feito confrontar com temas e situações polêmicas e espinhosas como, por exemplo, no início deste século minha defesa incondicional das cotas raciais nas universidades brasileiras, porém, o tema da linguagem neutra parece desses assuntos que já estão e renderão debates calorosos entre todos, todas e todes e não tem como ficar fora das discussões, que mexem com o dia a dia de como nos expressamos ou passaremos a nos expressar.

 

Fonte: com informações do Portal CNN

 

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