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Elas nos inspiram - 30/03/2023

Maya Angelou: da mudez do trauma à ser a primeira negra a estampar uma moeda

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Foto: Reprodução

Na sua infância, ao seu corpo foi apresentado violências de diversas formas e com isso o silêncio por anos se instaurou

Passou a infância na Califórnia, Arkansas, e St. Louis, e viveu com a avó paterna, Annie Henderson, a maior parte de sua infância.

 

Na sua infância, ao seu corpo foi apresentado violências de diversas formas e com isso o silêncio por anos se instaurou. Em sua obra Eu Sei Por que os Pássaros Cantam na Gaiola, Maya nos convida a passear pela intimidade de suas memórias , apresentando de forma poética e intensa sua trajetória de vida e também seu repertório emocional.

 

Foi através do amor de outras mulheres pretas, em especial as mais velhas que seu silêncio foi quebrado, suas feridas curadas e suas potências alimentadas. Diante desse exemplo, não me espanta que Maya tenha ganhado o mundo e divido sua arte, nos presenteando com legado: escritora, poeta, realizadora, atriz.

 

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Aos 15, Maya tornou-se a primeira motorista negra de ônibus em São Francisco e tornou-se mãe solteira numa época em que isso não era comum. Em anos posteriores, ela se tornou a primeira mulher negra a ser roteirista e diretora em Hollywood. Na década de 1950 — quando assumiu o pseudônimo "Maya Angelou" — se afirmou como atriz, cantora e dançarina em várias montagens teatrais que percorreram o país, tais como Porgy and Bess, Calypso Heatwave, The Blacks e Cabaret for Freedom.

 

Nos anos 60 tornou-se amiga de Martin Luther King Jr. e Malcolm X, vindo a servir na Conferência da Liderança Cristã do Sul com Dr. King, e a trabalhar anos para o movimento de direitos civis. Também nos anos 60, viajou pela África, onde trabalhou como jornalista e professora, ajudando vários movimentos de independência africanos. Em 1970, publicou o primeiro livro, I Know Why the Caged Bird Sings, que foi bem recebido, e no ano seguinte ganhou uma nomeação para o Prêmio Pulitzer em poesia.

 

Maya Angelou se torna primeira mulher negra a estampar moeda nos EUA -  Noticia Preta - NP

 

Essa história me fez repensar, rever e refletir que enquanto mulher preta posso impactar a vida de outras meninas pretas. Quanto o que nos foi negado, ao ser oferecido, pode ser dispositivo e alimento para viradas em nossas vidas. Elogios, reconhecimento, pertencimento, apoio, amor e tantos outros afetos e experiências que nos impulsionam no nosso caminhar.

 

Maya foi tão intensa e inspiradora que foi homenageada não somente com seu rosto na moeda americana, mas em meu lar. Maya é o nome da caçula de nossa família, e através dessa experiência que é o maternar onde vivi e vivo a oportunidade de plantar amor cotidianamente, busco ser um dispositivo de mudanças e uma morada de afeto transformadora.

 

Maya Angelou se torna primeira mulher negra a estampar moeda americana -  DiversEM - Estado de Minas

Fotos: Reprodução

 

Assim, dentro de uma rede que não se explica, mas se multiplica , nós mulheres pretas vamos demarcando as vidas de outras mulheres, meninas desde que o mundo é mundo. Nossos ventres, nossos corpos e nossos ensinamentos são berços e lares de toda a humanidade.

 

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Te convido mulher preta a se apropriar de suas potências, pois esse mundo necessita e anseia por isso. Maya, mesmo silenciada nos deixou além das palavras uma lição: atravessamos oceanos, tempos e reverberamos nas almas.

 

Viva as Mayas, Alices, Marias e tantas outras que emprestam sua sabedoria e vidas desde sempre até o além. Que sejamos pássaros que correm, cantam e encantam nessa existência.

 

Por: *Juliana Mogrão Moreira - Psicóloga, cofundadora do Psi Africanidades, palestrante acerca da Psicologia Antirracista, mãe da Luísa e da Maya. 

Fonte: com informações do Site Dlnews

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