18 de Maio de 2026

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Geral - 28/06/2022

Menina de 10 anos que engravidou após estupro há 2 anos precisou mudar identidade e endereço

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Foto: Reprodução

Gestação foi interrompida com autorização da Justiça. Dados da criança foram vazados na internet. Tio está preso desde agosto de 2020, exame de DNA confirmou o crime e ele foi condenado a 44 anos de prisão.

A gravidez após estupro voltou a ser assunto no Brasil nos últimos dias por conta da menina de Santa Catarina vítima de violência sexual impedida de fazer o aborto legal por uma juíza e do caso relevado pela atriz Klara Castanho, que teve informações pessoais vazadas na internet.

 

Há dois anos, um caso semelhante chocou o país.

 

Um homem de 33 anos estuprou e engravidou a sobrinha de 10 anos em São Mateus, no Espírito Santo. A gestação da menina foi interrompida com autorização da Justiça.

 

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Com a repercussão do caso e após ter dados pessoais expostos na internet, a família da menina aceitou participar do Programa de Apoio e Proteção às Testemunhas, Vítimas e Familiares de Vítimas da Violência (Provita), oferecido pelo governo do Espírito Santo, e que prevê apoio como mudança de identidade e de endereço.

 

Aborto no Recife

 

 

A vítima é do interior do capixaba, mas precisou viajar até Recife para interromper a gestação.

 

Manifestantes ligados a religiões protestaram do lado de fora da unidade de saúde em que o procedimento foi realizado.

 

O ato, organizado por um grupo contrário ao aborto, teve início após uma publicação da extremista de direita Sara Giromini nas redes sociais, divulgando o nome da criança e o hospital em que ela estava internada. A divulgação dessas informações contraria o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

 

Prisão e condenação

 

Fotos: Reprodução

 

O tio da menina foi preso em Betim, em Minas Gerais. O homem está preso desde 18 de agosto de 2020 e um exame de DNA confirmou que ele estuprou e engravidou a criança.

 
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O tio foi condenado a 44 anos, três meses e cinco dias de prisão. O caso está em segredo de Justiça.

 

Fonte: Portal G1

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