Programa federal concentrou mais de 1,6 mil dos 2.021 apartamentos vendidos no Amazonas no primeiro trimestre de 2026, segundo a Ademi
Diretor na Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi), Paulo Avelino afirmou que oito de cada dez unidades vendidas no Estado ocorre por meio do Minha Casa, Minha Vida. Dos 2.021 apartamentos comercializados no primeiro trimestre de 2026, pouco mais de 1,6 mil foram por meio do programa federal, com foco nas unidades econômicas. As demais vendas ocorreram em unidades de médio padrão. No acumulado entre março de 2025 e 2026, a Ademi registra 8,2 mil unidades verticais vendidas, com 6,2 mil somente dentro do Minha Casa, Minha Vida. Os resultados registrados entre janeiro e março deste ano estão ligeiramente acima do mesmo período do ano passado, quando foram comercializadas 2.005 unidades.
“O déficit habitacional ainda é grande aqui na cidade de Manaus, e como as empresas lançam muitos empreendimentos dentro do Minha Casa, Minha Vida, há muita demanda para esse tipo de produto. Com isso, a gente entende que há muita demanda para esse tipo de produto”, explicou Paulo Avelino.Questionado sobre a recente expansão do Minha Casa, Minha Vida, Paulo Avelino avaliou o fato como “muito benéfico” para o segmento imobiliário. O teto do programa em sua última faixa saiu de R$ 500 mil para R$ 600 mil, com crescimento no atendimento das faixas de renda dos cidadãos interessados. Ele destacou que, mesmo com o programa, o Brasil ainda possui um déficit habitacional de 6 milhões de unidades.
“A gente tem a visão de que o Minha Casa, Minha Vida é uma ferramenta fundamental para o mercado imobiliário, principalmente aqui em Manaus, onde o ticket de renda da população é baixa. A renda da população gira em torno de 3 salários mínimos e elas se enquadram muito bem dentro do programa. Então, a gente tem uma visão super positiva em relação aos incrementos que houveram no governo federal em relação ao programa”, disse.
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A maioria das unidades vendidas em Manaus ocorreram no bairro Tarumã-Açu, que concentrou 26,2% das transações. Na sequência vem o bairro Lago Azul, com 16,2% das vendas. Em seguida aparecem os bairros Parque Mosaico (11,9%), Bairro da Paz (11,3%), Novo Aleixo (11,3%), Distrito Industrial II (7,3%), Ponta Negra (6,9%), Flores (3,4%), Nossa Senhora das Graças (3,1%) e Coroado (2,5%).
Boa parcela das unidades se localiza em áreas cujo atendimento pelo poder público com mobilidade urbana e outras necessidades básicas ainda está se expandindo para promover a integração com outras áreas da capital amazonense. Paulo Avelino avaliou que há uma necessidade maior de o Estado acompanhar o desenvolvimento da cidade, principalmente num cenário em que as vendas estão pulverizadas ao longo de todo o município. “O que a gente espera é que o poder público possa antever os passos que as empresas do mercado dão em relação ao desenvolvimento dos empreendimentos para que haja a infraestrutura antes do empreendimento, e não após. A gente espera que possa ser desenvolvido, de fato, antes do empreendimento ficar pronto”, disse.
Preço médio de R$ 382,7 mil
O crescimento das vendas de imóveis ocorreu mesmo com um aumento de quase 14% no preço do metro quadrado entre os primeiros trimestres de cada ano. Em cifras monetárias, o preço médio residencial em Manaus gira por volta dos R$ 382,7 mil. No entanto, as unidades econômicas inseridas dentro do Minha Casa, Minha Vida tiveram um preço médio de R$ 250,9 mil, possibilitando que entrasse no orçamento dos compradores. Segundo estudo encomendado pela associação, houve um crescimento de 15,7% nas vendas de unidades dentro do programa federal em comparação com o primeiro trimestre de 2025. O diretor da Ademi avaliou que os preços vêm sendo pressionados principalmente por aumentos no material de construção como aço, cobre, alumínio e cimento. No segmento de unidades de 3 dormitórios, por exemplo, o aumento foi superior a 25%.
“Desde a pandemia, não teve aumentos tão significativos como agora. A gente está vendo vários fatores externos impactando a cadeia de suprimentos, mas a gente não teve, de fato, nenhum reajuste tão significativo nesses materiais desde a pandemia”, disse.
Novos limites estão em vigor
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Fotos: Reprodução/Google
Desde março estão em vigor novos limites para faixas do Minha Casa, Minha Vida. A faixa 1 passou a atender famílias com renda de até R$ 3,2 mil mensais, um aumento de 12% em relação ao patamar anterior e próximo de dois salários mínimos. Com isso, famílias erroneamente enquadradas na faixa 2 passaram para a faixa 1, que concede mais benefícios a cidadãos de baixa renda. As demais faixas também foram reajustadas. A faixa 2 subiu de R$ 4,7 mil para R$ 5 mil. A faixa 3, que era destinada às famílias com renda de até R$ 8,6 mil, passou a valer para R$ 9,6 mil, e a faixa 4 aumentou de R$ 12 mil para R$ 13 mil.
A expectativa do Ministério das Cidades é de que ao menos 87,5 mil famílias sejam beneficiadas com a redução das taxas de juros no financiamento habitacional, além de incluir 31,3 mil famílias na faixa 3 e outras 8,2 mil famílias de classe média ganhem acesso ao programa por meio da faixa 4. Além disso, o teto do valor dos imóveis das faixas 3 e 4 foi ampliado, de R$ 350 mil para R$ 400 mil e de R$ 500 mil para R$ 600 mil, respectivamente. O valor máximo dos imóveis nas faixas 1 e 2 já tinha sido aprovado em 2025 e entrou em vigor em janeiro.
Fonte: com informações da Acrítica.com
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