Domingos Galante, vereador de Petrópolis, apelidou afilhada de ?Claretão? e debochava da servidora na frente de outros funcionários
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu a suspensão do mandato do vereador de Petrópolis, Domingos Galante Neto, conhecido como “Domingos Protetor”. Ele foi denunciado por crimes de homofobia caracterizada como injúria racial, concussão [utilização de cargo público para obter vantagem indevida] e usurpação de função pública.
Segundo a denúncia, uma afilhada de Domingos que trabalhava em seu gabinete costumava ser chamada pelo vereador de de “sapatão” e “homenzinho”, na frente de outros funcionários.
Clarice Medeiros é irmã, por parte de mãe, de uma irmã do vereador. Ela foi criada na mesma casa que Domingos morava quando solteiro. A relação entre os dois era próxima. A pedido da irmã em comum, Clarice chegou a trabalhar com Domingos em um restaurante antes que o vereador ingressasse na carreira política.
Veja também

Preconceito racial impacta saúde mental da população negra
Nova Buba em 'Renascer', atriz transexual de 22 anos revela beleza e talentos na web
.jpg)
As referências de Domingos à orientação sexual de Clarice, porém, sempre foram frequentes. O apelido dado pelo vereador à afilhada era “Claretão”. De forma debochada, o vereador costumava dizer, diante de outros assessores, que Clarice “é mais macho que eu”. Os comentários causavam constrangimento na afilhada.
Um dos últimos casos registrados aconteceu durante uma reunião convocada pelo vereador para discutir as eleições de 2024. Domingos pediu à Clarice, na frente de todos, que criasse um “grupo de sapatão” para pedir votos para ele no ano que vem.O comportamento de Domingos Galante Neto com outros assessores também foi alvo da denúncia do MPRJ. O vereador é acusado de comandar um esquema de enriquecimento ilícito em seu gabinete obrigando servidores a pagarem suas despesas pessoais com dinheiro próprio, sob ameaça de demissão.
Segundo o MPRJ, o vereador causou um prejuízo de R$ 26 mil a um servidor, obrigando que ele fizesse transferências para sua irmã sob ameaça de demissão.Em ligações telefônicas e mensagens enviadas para seus servidores, o vereador cobra o pagamento de contas pessoais e outras despesas, como créditos de celular e dados móveis. O principal alvo dos pedidos é um servidor identificado como Rafael.
.jpg)
Fotos: Reprodução/Metrópoles
“Ô Rafael, coloca 10 conto na Claro para mim aí”, era um pedido recorrente feito pelo vereador. Em outro momento, Domingos pede que Rafael e outros assessores paguem pela cirurgia de um animal atendido em uma clínica veterinária vinculada à Coordenadoria de Bem-estar Animal (Cobea) de Petrópolis.“Tem que ver esse negócio da cirurgia da cachorra. Eu não tenho cheque, não tenho cartão. A menina está me ligando aqui, me infernizando, estou com esse negócio da Covid aqui correndo atrás. Está um inferno isso, cara. Maldita hora que vocês não pegaram essa porra dessa mulher e não levaram junto, cara. Agora tem que ver. Cartão, cheque, tem que resolver isso”, disse Domingos.
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no Facebook, Twitter e no Instagram.
O vereador também obrigou servidores a comprarem bilhetes de uma rifa com o próprio dinheiro, inclusive se referindo ao 13º salário. “É simples, cara. É fazer 100 números, sei lá, dá 10 para cada um vender. Se não vender, bota do bolso. Foda-se. Aproveitar que a galera vai receber 13º pra vender essa rifa aí”, disse.
Fonte: com informações do Portal Metrópoles
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.