17 de Maio de 2026

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Mulher na Política - 08/05/2023

Ministra da Saúde critica governo Bolsonaro e pede para 'intensificar vacinação'

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Foto: Reprodução

Ministra citou fim da emergência sanitária de Covid, que matou mais de 7 milhões de pessoas no mundo. Brasil ultrapassou os 700 mil óbitos Mayara da Paz

Durante pronunciamento em rede nacional de rede e televisão, na noite deste domingo (7/5), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, citou o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) da Covid-19. Em sua fala, Nísia criticou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo “negacionismo” adotado durante a pandemia e falou que o momento é de “intensificar a vacinação” contra a doença.

 

“Um alerta: É hora de intensificar a vacinação. As hospitalizações e óbitos pela Covid-19 ocorrem principalmente em indivíduos que não tomaram as doses de vacina recomendadas”, disse. “Por esta razão, o Ministério da Saúde, ao lado de estados e municípios, realiza desde fevereiro um movimento nacional pela vacinação de reforço para Covid- 19. Esta é a forma mais eficaz e segura de proteger nossa população. Precisamos estar unidos pela saúde, em defesa da vida”, acrescentou. 

 

Desde o fim de abril, o Brasil ampliou o reforço da imunização contra a Covid-19 com a vacina bivalente para toda a população acima de 18 anos.

 

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Sem citar o nome do ex-presidente, Nísia disse que “outro teria sido o resultado se o governo anterior, durante toda a pandemia, respeitasse as recomendações da ciência. Se fossem seguidas e cumpridas as obrigações de governante de proteger a população do país”.

 

Na última sexta-feira (5/5), a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que a Covid-19, depois mais de três anos, não é mais uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. A decisão da OMS foi motivada pela queda no número de casos e mortes pela doença junto ao avanço da vacinação da populalão mundial. Segundo a organização sanitária, a Covid matou mais de 7 milhões de pessoas em todo o mundo.

 

Covid-19 foi declarada Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional em 30 de janeiro de 2020. Naquele momento, havia menos de 100 casos da doença relatados fora da China, e nenhuma morte. Passados três anos, foram registrados mais de 765 milhões de casos e 6.921.614 de mortes em todo o mundo. No Brasil, o número de óbitos passa de 700 mil.

 

No dia em que o fim da emergência sanitária de Covid foi anunciado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ressaltou que a pandemia ainda não acabou, criticou o negacionismo e pediu que a população se vacine contra a doença.

 

“Depois de 3 anos, hoje finalmente podemos dizer que saímos da emergência sanitária pela Covid-19. Infelizmente, o Brasil passou da marca de 700 mil mortos pelo vírus. E acredito que ao menos metade das vidas poderiam ter sido salvas se não tivéssemos um governo negacionista”, escreveu o presidente no Twitter.

 

“Apesar do fim do estado de emergência, a pandemia ainda não acabou. Tomem as doses de reforço e não deixem de ter o esquema vacinal sempre completo. E o governo federal irá incentivar a saúde, ciência e pesquisa no nosso país. Irá atuar para preservar vidas”, completou.

 

Fim da emergência não é fim da pandemia

 

 

Fotos: Reprodução

 

Apesar do fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, a medida não significa o fim da pandemia de Covid. Enquanto o título de Emergência de Saúde Pública é um termo técnico importante para a coordenação de esforços de saúde pública internacionais, a pandemia faz referência a disseminação em grande escala de uma doença, quando vários continentes têm um transmissão sustentada do surto.

 

O pesquisador Claudio Maierovitch, da Fundação Osvaldo Cruz, explica que a declaração da OMS tem caráter administrativo, com o intuito de sinalizar que os países podem flexibilizar as medidas de enfrentamento da doença. “Na prática, essa flexibilização já vem ocorrendo. No Brasil, ainda no ano passado, a Covid-19 deixou se ser uma emergência pública”, explica.

 

Maierovitch não acredita que a OMS fará uma declaração formal sobre o fim da pandemia. “Fim de pandemia não se decreta, ainda mais em uma situação em que a circulação do vírus é intensa”, aponta.

 

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Assista o pronunciamento

 

 

 

Fonte: com informações do portal Metrópoles
 

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