18 de Maio de 2026

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Geral - 15/06/2022

Ministro confirma que restos mortais de indigenista e jornalista foram achados no Amazonas

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Foto: Reprodução

Homens que mataram as vítimas são procurados pela PF. São novos suspeito no cenário das investigações

O ministro da Justiça, Anderson Torres, afirmou na noite desta quarta-feira (15) que restos mortais humanos foram encontrados em local onde estavam sendo feitas escavações na busca pelo indigenista Bruno Pereira e pelo jornalista Dom Philips, desaparecidos desde o dia 5 de junho, no Vale do Javari, oeste do Amazonas.

 

A localização exata desses corpos teria sido indicada pelos suspeitos presos acusados de envolvimento no crime, que teriam confessado o envolvimento nas mortes de Pereira e Philips. Segundo o ministro, o material orgânico será periciado.

 

"Acabo de ser informado pela Polícia Federal que 'remanescentes humanos foram encontrados no local, onde estavam sendo feitas as escavações. Eles serão submetidos à perícia. Ainda hoje, os responsáveis pelas investigações farão uma entrevista coletiva em Manaus", postou Torres em publicação no Twitter.

 

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 Ontem (14), a PF prendeu o segundo suspeito de possível envolvimento no desaparecimento do jornalista e do indigenista. O detido é Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como Dos Santos, de 41 anos de idade. Na semana passada, também foi detido o pescador Amarildo da Costa Pereira, conhecido como "Pelado". Ambos são irmãos. Após confessarem, durante a tarde, a autoria do crime, ocorrido no Rio Itaquaí, os suspeitos indicaram o local onde os corpos, que teriam sido esquartejados, foram enterrados. As circunstâncias da morte dos dois desaparecidos ainda não foram detalhadas. Uma coletiva de imprensa será realizada ainda hoje em Manaus para atualizar novidades sobre o caso.

 

 

A coluna apurou que restos humanos foram encontrados no local onde estavam sendo feitas as escavações. Eles serão submetidos a perícia. Ainda nesta quarta-feira (15/6), os responsáveis pelas investigações farão uma entrevista coletiva em Manaus.

 

 

Nas redes sociais, o ministro da Justiça, Anderson Torres, confirmou que a PF encontrou restos humanos no local indicado pelos suspeitos.

 

 

Ao longo do dia, investigadores da PF colheram novos detalhes sobre a confissão de Amarildo da Costa Oliveira, o Pelado, de 41 anos. O pescador ilegal revelou aos policiais que chegou a ouvir os disparos que tiraram a vida do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Araújo Pereira.

 

 

No entanto, Pelado negou que tivesse participado diretamente das execuções. “Ele falou que, quando chegou no local, o indigenista e o jornalista já estavam mortos. Logo depois, os corpos foram parcialmente carbonizados, mas que ainda poderiam ser identificados. Seu envolvimento mais efetivo teria sido enterrar as vítimas”, afirmou uma fonte da PF ouvida pela coluna.

 

 

A motivação da barbárie, de acordo o policial, teria sido a pesca ilegal do pirarucu na região. O peixe é uma das carnes mais apreciadas do país, especialmente na Região Norte. A reserva indígena no Vale do Javari seria invadida com frequência por pescadores irregulares. Os criminosos faturariam cerca de R$ 100 por cada quilo do pescado vendido.

 
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Fotos: Reprodução

 

Fonte: Portal Metrópoles

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