18 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Internacional - 10/02/2022

Morre aos 89 anos, Luc Montagnier cientista que descobriu o vírus da Aids

Compartilhar:
Foto: Reprodução

Luc Montagnier, cientista que descobriu o vírus da Aids, morreu nesta terça-feira em um hospital no subúrbio de Paris. O francês tinha 89 anos e recebeu o Prêmio Nobel da Medicina em 2008. Nos últimos anos de vida, foi alvo de denúncias de colegas de profissão por teorias conspiratórias, sobretudo relacionadas à Covid-19.

 

Montagnier e Françoise Barre-Sinoussi dividiram o Nobel em 2008 por seu trabalho no Instituto Pasteur, em Paris, ao isolar o vírus da imunodeficiência humana (HIV). Sua conquista acelerou o caminho para testes da doença e medicamentos antirretrovirais que mantém o patógino sob controle.

 

A AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida) chegou ao conhecimento público pela primeira vez em 1981, quando médicos norte-amareicanos notaram um grupo incomum de mortes entre jovens gays na Califórnia em em Nova York.

 

Veja também

 

Conheça as melhores cidades do mundo para ser estudante; uma fica no Brasil

Monark e responsáveis pelo 'Flow' podem pagar indenização e até ser presos, diz MP

 

Montagnier teve uma rivalidade com o cientista americano Robert Gallo em seu trabalho inovador na identificação do HIV no departamento de virologia que criou em Paris em 1972. Ambos são creditados com a descoberta de que o HIV causa a AIDS, e suas alegações levaram por vários anos a uma disputa legal e até diplomática entre a França e os Estados Unidos.

 

O trabalho do cientista começou em janeiro de 1983, quando amostras de tecido chegaram ao Instituto Pasteur de um paciente com uma doença que destruiu misteriosamente o sistema imunológico. Mais tarde, ele lembrou a "sensação de isolamento" enquanto a equipe lutava para fazer a conexão vital.

 

"Os resultados que tivemos foram muito bons, mas não foram aceitos pelo resto da comunidade científica por pelo menos mais um ano, até que Robert Gallo confirmasse nossos resultados no EUA". disse ele.

 

O júri do Nobel não mencionou Gallo em sua citação. Em 1986, Montagnier dividiu o Prêmio Lasker com Gallo e Myron Essex.

 

Em 2011, para marcar 30 anos desde o aparecimento da Aids, Montagnier alertou para os custos crescentes do tratamento dos 33 milhões então contaminados pelo HIV, "O tratamento corta a transmissão, isso é claro, mas não a erradica, e não podemos tratar os milhões de pessoas". disse ele à AFO.

 

Ideia Polêmicas

 

 

Montagnier apoiou as teorias de que o DNA deixou um traço eletromagnético na água que poderia ser usado para diagnosticar a AIDS e a doença de Lyme. Também defendeu as qualidades terapêuticas do mamão fermentado para a doença de Parkinson.

 

Sugeriu que o autismo é causando por infecção e montou experimentos muito criticados para provar isso, alegando que antibióticos poderiam curar a doença. Surpreendeu muitos de seus colegas quando falou da suposta capacidade de água de reter uma memória de substância. E acreditava que qualquer pessoa com um bom sistema imunológico poderia combater o HIV com a dieta certa.

 

Fotos: Reprodução

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram. 

 

Durante a pandemia de Covid voltou a destacar-se, afirmando que o coronavírus foi feito em laboratório e que as vacinas foram responsáveis pelo aparecimento de variantes. Essas teorias, rejeitadas por virologistas e epidemiologistas, o tornaram ainda mais uma pária entre seus pares, mas um herói para os anti-vaxxers franceses. 

 

Fonte: Portal iG

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.