25 de Abril de 2026

NOTÍCIAS
Saúde da Mulher - 25/04/2026

MPF cobra medidas urgentes para melhorar atendimento a pacientes com câncer no Amazonas

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

Recomendação aponta demora acima do permitido em exames e tratamentos, falhas estruturais e pede ações conjuntas de Estado e Prefeitura para reduzir filas

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou a adoção de medidas urgentes para melhorar o atendimento a pacientes com câncer na rede pública de saúde do Amazonas. A recomendação aponta falhas no fluxo de atendimento, demora no diagnóstico e problemas estruturais que impactam diretamente o tratamento oncológico no estado.

 

De acordo com levantamento do MPF, um dos principais gargalos está na transição dos pacientes entre a atenção primária, de responsabilidade das prefeituras, e a rede de alta complexidade, gerida pelo governo estadual. Esse desencontro tem contribuído para atrasos no início do tratamento.


A investigação identificou que, em quase 30% dos casos, pacientes aguardam mais de 60 dias para o primeiro atendimento especializado, prazo superior ao estabelecido por lei. Além disso, exames essenciais para o diagnóstico, como biópsias e testes para identificação de células cancerígenas, também sofrem atrasos. Pela legislação, o prazo máximo para a realização de exames em casos suspeitos de câncer é de 30 dias, o que, segundo o MPF, não vem sendo cumprido no Amazonas. A demora no diagnóstico acaba comprometendo o início do tratamento e reduzindo as chances de sucesso terapêutico.

 

Veja também 

 

Cientistas identificam como a obesidade do pai afeta o metabolismo dos filhos

Site institucional: FCecon é premiada com primeiro lugar em acessibilidade digital

Foto: Reprodução/Google

 

O órgão também apontou problemas estruturais na rede de saúde. Um dos exemplos citados é a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), que, apesar de atuar como unidade de alta complexidade, ainda é classificada oficialmente como de média complexidade. Essa inconsistência impede o repasse adequado de recursos federais para a unidade.

 

A falta de financiamento impacta diretamente a qualidade do serviço. Segundo o MPF, equipamentos essenciais, como aparelhos de raio-x, chegaram a ficar inoperantes em determinados períodos, prejudicando o diagnóstico e o acompanhamento dos pacientes. Diante do cenário, o MPF recomendou uma série de medidas aos gestores públicos. Entre elas, a criação de um fluxo mais eficiente para zerar a fila de exames e atendimentos, além da realização de busca ativa de pacientes que já ultrapassaram os prazos legais.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 

Outra recomendação é a reclassificação da unidade oncológica para o nível de alta complexidade, o que permitiria o acesso a mais recursos federais. O órgão também sugeriu a criação de um comitê formado por representantes do Estado e dos municípios para monitorar, a cada dois meses, o avanço na redução das filas e na melhoria do atendimento. As recomendações agora devem ser analisadas pelos entes responsáveis, que decidirão sobre a adoção das medidas propostas para enfrentar a crise no atendimento oncológico no Amazonas.

 

Fonte: com informações Acrítica 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.