Proposta de ministério causa preocupação no Amazonas porque leva produção de peças a outros estados
Uma proposta do governo federal para alterar o Processo Produtivo Básico (PPB) de televisores da Zona Franca de Manaus (ZFM) provocou reação de entidades empresariais e sindicais no Amazonas. O texto, elaborado pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), permite que etapas da produção sejam realizadas em outros estados.
A proposta está em consulta pública e autoriza que processos como a fabricação da célula de vidro polarizado, o corte do wafer e o encapsulamento de circuitos integrados ocorram fora de Manaus. Segundo representantes do setor, a medida pode enfraquecer a cadeia produtiva local e afetar empregos.Entidades alertam para impacto A Central Única dos Trabalhadores no Amazonas (CUT-AM) e o Sindicato da Indústria de Aparelhos e Componentes Eletrônicos do Estado do Amazonas (Sinaees-AM) afirmam que a nova metodologia reduz a importância de componentes produzidos na região.
Em documento enviado aos ministérios, as entidades estimam impacto sobre até 34 mil empregos diretos.“O ecossistema de componentes e interconexões sob o escopo desta manifestação sustenta diretamente uma força de trabalho estimada entre dezenove mil (19.000) e trinta e quatro mil (34.000) trabalhadores diretos”, diz o texto. O presidente da CUT-AM, Valdemir Santana, criticou a falta de diálogo com os setores locais.
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Foto: Reprodução/Google
“Essa é uma situação que nós queremos discutir, certo? Queremos discutir, não ficar só em quatro paredes lá em Brasília, não. Nós queremos discutir essa questão”, afirmou. Suframa defende modernizaçãoA Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) defende a mudança e afirma que ela é necessária para viabilizar a modernização tecnológica do setor e a implementação da TV 3.0.
“A migração para o sistema de pontos tornou-se indispensável para acomodar a rápida evolução tecnológica do setor eletroeletrônico”, justificou o órgão. Segundo a Suframa, a consulta pública permitirá ajustes na proposta antes da definição do texto final.
Fonte: com informações BNC
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