Lula terá de escolher três nomes como novos ministros do STJ
Integrantes do governo Lula veem dois favoritos entre os sete nomes que passaram pela votação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para ocupar as vagas na corte. Entre eles, a advogada Daniela Teixeira e o desembargador Teodoro Silva Santos, do Ceará. Lula terá de escolher três nomes como novos ministros do STJ: dois provenientes dos tribunais de Justiça e um da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Daniela Teixeira é considerada uma advogada progressista, mas o fato de ser mulher pesa muito, principalmente porque Lula ainda não definiu se escolherá uma mulher para a vaga de Rosa Weber, que sai em setembro do Supremo Tribunal Federal (STF). A escolha de Teixeira dá discurso para o presidente se optar por um homem, como o advogado-geral da União, Jorge Messias. "Daniela já é ministra", brincou um aliado de Lula.
Além disso, tem duas ministras do STJ que se aposentam neste ano. Hoje, a Corte conta com seis mulheres entre as 33 cadeiras. Se Teixeira for escolhida, serão sete, número que inevitavelmente cairá com as duas aposentadorias – por enquanto, mais uma vez são os homens os favoritos para essas listas tríplices.
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Teodoro Silva Santos conta com o apoio do ministro Camilo Santana (Educação) e de governadores do Nordeste. Teve 17 votos, o mínimo para entrar, e não constava entre os favoritos para compor a lista dos desembargadores. Como as últimas escolhas para o STF foram de homens de São Paulo e do Rio de Janeiro, a tendência de Lula seria escolher agora um nome de fora do Sudeste. Daí também a força de Santos. "A questão regional está pesando muito", disse um integrante do governo.
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Fotos: Reprodução/Google
Por esse raciocínio, sobra mais uma vaga, a ser disputada entre os candidatos de São Paulo, Rio e Minas. O paulista, Carlos Vieira Von Adamek, é próximo do ministro Dias Toffoli e foi secretário-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Conta com o apoio também de advogados progressistas de São Paulo, incluindo integrantes do Grupo Prerrogativas, que se notabilizou diante das críticas ao judiciário na prisão do presidente Lula.
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