18 de Maio de 2026

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Geral - 21/06/2022

Na luta para ter o que comer, mulher chora em entrevista ao vivo e leva repórter às lágrimas

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Foto: Reprodução

Dona Janete Evaristo lembrou a perda recente do marido e de uma filha e da batalha para alimentar mais quatro parentes. ?Domingo a gente não tinha nada para comer?, disse.

Uma moradora da Zona Norte do Rio chorou ao relatar, ao vivo no RJ1 desta terça-feira (21), a dificuldade de alimentar a família. O drama também levou às lágrimas a repórter que a entrevistava (veja acima).

 

Janete Evaristo, de 57 anos, era uma das muitas pessoas, nesta manhã, na fila do Prato Feito Carioca do Andaraí. O programa, da Prefeitura do Rio, distribui refeições a quem não tem o que comer — e era essa a situação na casa de Dona Janete, no vizinho Morro dos Macacos.

 

Ela está desempregada e tem mais netos para alimentar — uma filha morreu há dois anos, e o marido, há seis meses.

 

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A mulher se emocionou primeiro ao lembrar dos parentes que já se foram. Nesse momento, a repórter Lívia Torres interrompeu a entrevista, mas Janete pediu a palavra novamente — agora para relatar a dificuldade de botar comida na mesa.

 

“Domingo a gente não tinha nada para comer. Eu estou desempregada, está muito difícil. Eu estou catando latinha, mas não dá. Eu não tenho ajuda de muita gente, então domingo a gente não tinha mesmo nada. Está muito difícil”, disse, voltando a chorar e enxugando o rosto.

 

A repórter também foi às lágrimas.

 

Fotos: Reprodução

 

O Mapa da Fome aponta que, só no Estado do Rio de Janeiro, mais de 1,2 milhão de pessoas não conseguem colocar comida suficiente na mesa. O dado equivale a 6,8% de toda a população.

 

Quem também estava no Prato Feito Carioca do Andaraí era Priciane Alexandre, de 30 anos, moradora do Morro dos Macacos e mãe de duas meninas. Ela conta que a pandemia piorou a situação da família, ao ponto de todos chegarem a emagrecer.

 
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“O coração cortava. Eu ficava nervosa, estressada por saber que estava chegando a hora de não ter comida”, contou Priciane.
Há um mês, Prisciane perdeu a avó, que cuidava do irmão, que tem necessidades especiais, e assumiu os cuidados do rapaz. Aos poucos, ela tenta dar a volta por cima com a ajuda de benefícios do poder público e com pequenos trabalhos.

 

Fonte: Portal G1

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