16 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Meio Ambiente - 30/03/2026

Níveis alarmantes de coliformes fecais na Praia da Ponta Branca

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

Praia da Ponta Branca registra índice de bactérias 75% acima do limite e especialista alerta para risco de infecções graves

“O que eu alerto é que estamos vendo apenas uma bactéria, mas ali deve haver muitas outras”, afirma o professor Dr. Sergio Duvoisin Junior, coordenador do Programa de Monitoramento de Água, Ar e Solos do Estado do Amazonas (ProQAS/AM), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), ao comentar o índice elevado de 3.500 NPL/100 mL de Escherichia coli (coliformes fecais) na praia da Ponta Branca, localizada no bairro Educandos, zona Sul de Manaus.

 

Segundo o pesquisador, a portaria do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) nº 274/2000 é clara ao estabelecer o limite de 2.000 NPL/100 mL de Escherichia coli. No entanto, no balneário, o índice ultrapassa em cerca de 1.500 coliformes fecais o valor permitido pela legislação. “Eu faço o monitoramento dessa bacia há quase dez anos. Hoje, temos 107 pontos de monitoramento em Manaus, e o Educandos é um deles. Conhecemos profundamente essa bacia, inclusive os locais onde há lançamento de esgoto não tratado. O que falta é gestão. Monitoramento nós fazemos muito bem”, destacou o professor da UEA.

 

Sergio Duvoisin Junior também ressaltou que, há dois meses, o grupo de pesquisadores identificou, em um ponto próximo à Praia da Ponta Branca, cerca de 344 mil coliformes fecais. “Existem pontos com milhões de coliformes. Quando vi a população frequentando aquele local, fiquei preocupado, pois se trata de um problema de saúde pública. Fomos até a Ponta Branca e encontramos 3.500 NPL/100 mL de Escherichia coli, acima do esperado”, relatou, em entrevista ao A CRÍTICA.

 

Veja também 

 

Câncer colorretal é o 3º com mais casos no Amazonas, afirma FCecon

Governador Wilson Lima destaca importância do maior mutirão de castração do Amazonas durante ação para mais de 2 mil animais

PROBLEMAS

 

Coordenador do ProQAS/AM aponta que o mapeamento da poluição

 

O professor explicou que a alta concentração de coliformes fecais pode causar infecções gastrointestinais (como diarreia), problemas renais, além de otite, caso a água entre nos ouvidos, e infecções oculares. “É uma bactéria oportunista. A pessoa está tomando banho e, inevitavelmente, acaba ingerindo um pouco dessa água. Diversas infecções estão associadas a esse tipo de contaminação”, alertou.

 

Mais estudos e grupo de pesquisa

 

 

Fotos: Reprodução

 

De acordo com o professor, o grupo pretende realizar um estudo mais abrangente sobre balneabilidade em 48 balneários da capital, além dos municípios de Iranduba, Manacapuru e Novo Airão. “Em Manaus, os pontos iniciais de estudo serão Ponta Branca, Ponta Negra, Praia Dourada, Praia da Lua e Praia do Tupé. Vamos dialogar com a Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas) para buscar recursos, assim como com o secretário da Sedecti, Serafim Corrêa. A ideia é propor um projeto integrado de balneabilidade dos principais balneários de Manaus e região metropolitana”, afirmou.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 

O grupo de pesquisa reúne mais de 120 integrantes, sendo cerca de 35 diretamente envolvidos no monitoramento ambiental. A maioria é composta por doutores, além de alunos de mestrado e doutorado. Os pós-graduandos contam com o apoio de estudantes de iniciação científica, que têm nesse estágio o primeiro contato com o monitoramento ambiental e passam a desenvolver pesquisas na área. 

 

Fonte: com informações Acrítica

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.