18 de Maio de 2026

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Geral - 14/04/2022

Novo presidente da Petrobras toma posse e defende atual política de preços

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Foto: Reprodução

José Mauro Coelho

O executivo José Mauro Ferreira Coelho tomou posse nesta quinta-feira (14) como novo presidente da Petrobras. O executivo cumpre mandato de um ano e ocupa o lugar do general Joaquim Silva e Luna, que foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro em meio aos reajustes dos preços dos combustíveis.

 

Ferreira Coelho não endereçou diretamente a questão da política de preços da Petrobras, mas sinalizou que pretende manter o "modelo de gestão" adotado desde 2017 com melhorias na "comunicação da empresa" sobre suas ações.

 

"Em 2014, a dívida bruta da Petrobras era de US$ 160 bilhões, uma das maiores do mundo corporativo. Hoje, com o novo modelo de gestão da empresa, é de menos de US$ 60 bilhões. A gestão da dívida abre espaço para que façamos investimentos", disse.

 

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José Mauro Coelho toma posse como presidente da Petrobras — Foto: Reprodução

 

A menção de Coelho à redução da dívida, contudo, está vinculada à política de preços. Ainda na gestão de Pedro Parente, a empresa adotou o preço de paridade de importação (PPI) para definir o preço da gasolina e diesel nas refinarias. O PPI é orientado pelas flutuações do preço do barril de petróleo no mercado internacional e pelo câmbio.

 

Com o dólar em patamares elevados e o valor crescente das commodities desde o ano passado, essa tem sido a principal injeção de alta no preço dos combustíveis no Brasil. Os seguidos reajustes, apesar de auxiliarem o caixa da empresa, foram as principais motivações para a troca de Silva e Luna e de seu antecessor, o economista Roberto Castello Branco.

 

"É uma gestão que valorizará o aperfeiçoamento da comunicação, principalmente o aperfeiçoamento da comunicação externa. Buscaremos maior interação com a sociedade, temos que entender a importância que essa empresa tem para o brasileiro e muitas vezes não conseguimos ter uma comunicação que chegue de forma palatável ao povo brasileiro", disse Coelho.


Como havia reportado o blog da Ana Flor, a troca no comando da Petrobras se deu porque o presidente Jair Bolsonaro e auxiliares próximos chegaram à conclusão de que a empresa estava se comunicando mal e que isso respingava na imagem do governo, em especial quando o assunto era alta dos combustíveis.


Apesar de ter escolhido o general Joaquim Silva e Luna há pouco mais de um ano para comandar a estatal, Bolsonaro foi convencido por aliados que a atuação da empresa havia virado um problema para a tentativa de reeleição.

 

Desinvestimentos

 

José Mauro Ferreira Coelho em audiência na Comissão de Meio Ambiente do Senado em outubro de 2019 — Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado

José Mauro Ferreira Coelho em audiência na Comissão de Meio Ambiente

do Senado em outubro de 2019

 

Em seu discurso, Coelho ressaltou que seus obejtivos na gestão da Petrobras serão norteados por "eficiência" e "competitividade", mantendo a prioridade na exploração de petróleo enquanto faz desinvestimentos em atividades paralelas, como o refino. Ele afirma que a produção deve ser ampliada em 500 mil barris por dia.

 

"Trabalharemos com aderência ao nosso plano estratégico, o plano 2022-2026. Nesse sentido, continuaremos maximizando o valor do nosso portfólio, com foco em ativos de águas profundas e ultraprofundas. E priorizando os investimentos de exploração e produção na importante província do pré-sal", disse.

 

Presidente que assume Petrobras defende manter mesma política de preços

Fotos: Reprodução

 

Coelho afirmou ainda que os desinvestimentos em campos maduros continuarão, para que empresas com "porte adequado e experiência nesse tipo de ativos" possam dar continuidade à produção e gerar ganhos de abertura de mercado de petróleo e gás natural. "A Bacia de Campos permanece estratégica para a Petrobras", afirma.

 

"Seguimos comprometidos com a melhor alocação do capital, maximizando a geração de valor da empresa. (...) Essa Petrobras, mais forte e mais valorizada, traz maior retorno para o seu acionista e para a sociedade brasileira", prosseguiu Coelho.


"São mais dividendos pagos à União, mais participações governamentais, como os royalites, e mais tributos pagos a estados e municípios, (...) que levam a uma maior arrecadação desses entes federativos e a maiores investimentos em benefício do cidadão brasileiro, gerando mais emprego e mais renda".

 

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Ao agradecer ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, Coelho se emocionou e embargou a voz. "Obrigado pela amizade, pela confiança e por levar ao presente Bolsonaro o meu nome para presidir a empresa", disse.

 

Fonte: Portal G1

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